Também conhecido como o "El patrón", Pablo Escobar foi um dos homens mais ricos do mundo. No entanto, toda essa fama e riqueza teriam sido adquiridas com o narcotráfico na Colômbia e no mundo. Além disso, uma pessoa foi fundamental para construção desse império, Gustavo Gaviria, o mentor de Pablo Escobar.

Junto com Gustavo, Escobar começou uma vida de crime ainda na adolescência. Além de primo, Gustavo de Jesús Gaviria Ribeiro foi, durante todo o tempo, o braço direito de Pablo Escobar, chefe financeiro do cartel de Medelín e o cérebro da organização. Para se ter uma ideia, essa parceria, que começou nos anos 1970, durou até sua morte.

Um dos maiores narcotraficantes de todos os tempos

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Ao longo de sua carreira, Pablo Escobar montou um cartel com os mais diversos comparsas. Com isso, mesmo que muitas dessas pessoas tenham ido e voltado na vida de Escobar, um nome sempre esteve presente: Gustavo Gaviria. De fato, Gustavo foi o braço direito de Escobar em todas as suas operações. Mas, para além disso, os dois primos eram considerados quase que irmãos.

Sendo inseparáveis desde pequenos, Gustava era o único comparsa em que Escobar realmente confiava. Sendo assim, Gaviria fez muito para que esse império pudesse chegar onde chegou. Portanto, o primo de Escobar era quem cuidava da parte financeira e da exportação da cocaína do Cartel de Medelín. Uma vez que Pablo não tomava nenhuma decisão sem consultar seu sócio, Gustavo chegou a ser o sexto homem mais procurado da Colômbia.

Enquanto Pablo pode ter ganhado os holofotes por conta de seu carisma, Gustavo era a parte mais contida do esquema. Contudo, isso não diminui seu mérito e nem a sua fortuna acumulada. Quando Escobar decidiu concorrer à presidência, o primo era quem cuidava dos "negócios da família". Além disso, os dois também possuíam uma amizade fora dos negócios. Dessa forma, no tempo livre, os dois passavam o tempo apreciando corridas de carro.

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Como o Cartel de Medellín chegou ao fim

Aos 41 anos, Gustavo de Jesús Gaviria Rivero morreu na cidade de Medelín. E claro que sua morte deixaria Escobar desolado e sem saber o que fazer. Um novo governo havia tomado posse, há apenas 5 dias, e isso foi o suficiente para que a mídia e Pablo pensassem se tratar de um ataque direto contra os narcotraficantes. Depois disso, Escobar conseguiu desestabilizar o governo de Cesar Gavíria, como uma resposta ao ocorrido. De todo modo, sua morte ainda levanta suspeitas, uma vez que pouco se sabe sobre o ocorrido.

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De acordo com informações oficiais, Gustavo foi morto pelas forças de segurança da Colômbia. Dessa forma, eles interceptaram seus meios de comunicação e puderam encontrar seu paradeiro. No entanto, é sabido que ele vivia em local blindado, cercado por câmeras de segurança e um muro reforçado. Com isso, a polícia precisou usar dinamites, para dar sequência na operação.

Em seu enterro, Pablo Escobar estava foragido e não pôde comparecer. Porém, ouviu toda a missa, através do um rádio escondido. Após a morte de Gustavo, Pablo também decidiu se entregar. Mas para isso, permaneceu em La Catedral, uma prisão de sua própria autoria e guardada por seus guardas. Por fim, Escobar encontraria a morte, três anos depois de seu primo, em 1993.

Publicado em: 07/01/20 16h32