Nos últimos dias, surgiram possíveis novas evidências de que seres extremófilos e micróbios podem sobreviver por longos períodos no espaço. No entanto, essa informação poderia levantar outra questão um tanto quanto polêmica. Se a vida já teria chegado ao universo, na verdade, somos todos alienígenas e a Terra já teria sido descoberta há muito tempo por outros seres.

Sobrevivendo longos por muito tempo no espaço, esses seres migraram entre planetas e poderia ter chegado até à Terra. Dito isso, esse é o conceito que define a hipótese da panspermia. Recentemente, essa teoria vem ganhando cada vez mais força, mas, não é tão simples comprovar ou refutar essa ideia.

Afinal, do que se trata a panspermia?

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Pertencente ao campo das hipóteses, a panspermia é um conceito ainda não comprovado. No entanto, isso não faz com que ela seja falsa. Isso porque, existem uma série de argumentos válidos e até evidências que precisam ser analisadas. Seu estatuto de hipótese se dá porque, ainda não temos um consenso da sua validade perante a ciência.

Quando pensamos em sondas enviadas por nós para outros mundos, a panspermia se torna um pouco mais fácil de ser compreendida. Com isso, imaginamos que, por mais que tudo seja extremamente higienizado ao sair do planeta, ainda temos microorganismos que nos acompanham até o espaço. Logo, uma vez que esse tipo de microorganismo pode sobreviver nas condições extremas do ambiente cósmico, ele pode chegar até planetas, cometas, luas e asteroides.

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Tendo chegado em um local mais receptivo, esse microorganismo poderá se reproduzir. Com isso, uma colônica fora da Terra pode ser criada, como afirma a panspermia. Mas, para que esse tipo de possibilidade seja validade, é necessário que existam provas concretas de que, esses microorganismos são efetivamente capazes de sobreviver a longas jornadas fora Terra. Assim, além de sobreviver a condições extremamente adversas, ele também deve ele reproduzir em outras superfícies.

Já temos o que é preciso para validar a hipótese?

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Em um experimento recente, a missão japonesa Tanpopo, ("Dente-de-Leão", em tradução livre") buscou testar se a bactéria conhecida como deinococcus poderia sobreviver no espaço. Em terra firma, a bactéria é conhecida por ser resistente à radiação, mas, como se saiu seu teste fora da Terra? Depois de três anos do lado de fora da Estação Espacial Internacional (ISS), foi descoberto que uma colônia de bactérias sobreviveu às condições extremas. Dessa forma, ao analisar a capacidade da bactéria, foi descoberto que ela poderia sobreviver até oito anos dentro daquelas condições.

Em todo caso, ainda não temos o que é necessário para validar a hipótese. Isso acontece porque, não é possível provar se o mesmo aconteceria em outros planetas. Ou ainda, se, mesmo sobrevivendo, essas bactérias poderiam se reproduzir em tais condições. De fato, ainda há muito a se pesquisar nesse sentido e também, muito a ser questionado. Portanto, até por se tratar de uma hipótese recente, tudo é muito novo e passível de ser refutado. Até sabermos um pouco mais disso, somente se pode definir uma coisa, o assunto será motivo de polêmica.

Publicado em: 22/09/20 11h20