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Estudante leva educação para os jovens de Uganda durante a pandemia

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Uma aluna de Berkeley, Universidade da Califórnia, Estados Unidos, que está obtendo mestrado em Ciência da Computação, decidiu assumir um irreverente projeto durante a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus.

A jovem Gloria Tumushabe, que foi contemplada com a bolsa integral de estudos voltada para o campo da engenharia e da ciência da computação na renomada instituição, se viu diante da necessidade de abraçar uma nova causa após se conscientizar sobre o fato de muitos outros jovens de sua terra natal, Uganda, a 22.000 quilômetros de distância, não terem oportunidades suficientes para se graduar.

“Senti que ganhei na loteria quando recebi uma carta de Berkeley que dizia que eu havia sido contemplada com uma bolsa de estudos”, disse Tumushabe. “Acho que, no dia, nem dormi”.

Projeto

“Em Uganda, 77% da população tem menos de 25 anos. As oportunidades são limitadas, especialmente para as mulheres. Em muitas casas, ainda é comum somente a mulher se dedicar ao serviço doméstico. E a maioria dos jovens que frequentam a escola foram prejudicados pela pandemia. Martha Atwine é uma delas”, disse Tumushabe em entrevista à CBS News.

“Como uma menina, eu basicamente tinha que ficar em casa e fazer as tarefas domésticas”, disse Atwine. “Isso é o que eu faço durante a pandemia”.

Por conta de tal cenário, a mestranda de Berkeley decidiu inovar, decidiu investir tempo para ensinar aqueles que mais precisam. “Eu resolvi fazer alguma coisa porque acho que a pandemia me mostrou que esse é o melhor momento para eu começar a ensinar e capacitar essas pessoas. Todos podem aprender sobre o universo da Ciência da Computação”, frisou a jovem.

Tumushabe, nesse ínterim, utilizou a Internet para expandir suas vontades. Por meio das redes sociais, a mestranda divulgou seu projeto, que, hoje, faz a diferença para milhares de jovens.

Dificuldades

“Gloria me disse para entrar em contato com outras garotas que estivessem interessadas. Muitas das minhas amigas estavam interessadas, mas elas não tinham laptops”, disse Atwine. “Então, tivemos que descobrir como ter acesso a computadores”.

De acordo com uma reportagem publicada pela CBS News, Atwine foi uma dos poucos jovens que conseguiram adquirir um computador, mas o sinal irregular do wi-fi não a ajudou a manter contatos periódicos com Tumushabe.

“Tenho muita sorte. Tenho uma bolsa de estudos que me dá um retorno financeiro. Portanto, parte desse dinheiro será utilizado para pagar a internet”, disse Tumushabe.

Alçando voo

Segundo as informações que constam na reportagem publicada pela CBS News, todas as dificuldades que Tumushabe encontrou para executar seu projeto foram resolvidas. “Agora, em vez de dar um curso, estamos, na verdade, ministrando dois”, disse Tumushabe.

O programa da mestranda, denominado Afro Fem Coders, agora, inclui mentores que, atualmente, trabalham no famoso Vale do Silício. “Consegui criar alguns jogos e também aprendi a fazer sites”, disse Atwine.

Os jovens de Uganda que Tumushabe ajudou durante o ano passado e este irão se inscrever em processos seletivos para tentar conquistar bolsas de estudos nas faculdades dos Estados Unidos.

A mestranda, obviamente, ainda tem um novo desafio para enfrentar: terminar o mestrado. “Às vezes parece que fiz muito, mas não. O mais importante mesmo é que estou satisfeita em ver como meus alunos cresceram aula após aula. Muitos me ligam para agradecer. É gratificante”.

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