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Castelo na Romênia lança campanha de vacinação irreverente

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Uma recente reportagem publicada pela CBS News revelou que o castelo que inspirou Drácula, a obra de Bram Stoker, está oferecendo vacinas gratuitas contra o novo coronavírus. Segundo a BBC, o Castelo de Bran, na Romênia, disponibilizará vacinas da Pfizer para todos aqueles que visitarem o local durante todos os fins de semana de maio.

O site oficial do Castelo de Bran lançou uma incrível campanha de vacinação para incentivar a imunização dos cidadãos. Aqueles que visitaram o local no início deste mês se depararam com agentes de saúde fantasiados de vampiros. Muitos dos profissionais aderiram ao uso de dentaduras e outros adornos para atrair a população.

De acordo com as informações que foram disponibilizadas pela reportagem da CBS News, os residentes locais podem comparecer no Castelo de Bran sem marcar horário. Aqueles que usufruirem das vacinas têm acesso gratuito a todas as atraçoes, como, por exemplo, a exibição de instrumentos de tortura medievais.

Romênia

O governo da Romênia se comprometeu a vacinar 10 milhões de cidadãos até setembro. De acordo com a Reuters, o país, até agora, administrou quase 5,8 milhões de doses de vacinas.

A população total da Romênia é de 19,41 milhões de pessoas. O país, segundo a reportagem publicada pela CBS News, apresenta uma das maiores taxas de hesitação à vacina. De acordo com uma pesquisa realizada pelo centro de estudos eslovaco Globesec, quase metade da população não quer ser vacinada.

Como observa a BBC, as autoridades esperam que a campanha de vacinação do Castelo de Bran seja um chamariz tanto para a vacinação quanto para o turismo, afinal, o número de visitantes diminuiu bastante devido à pandemia.

A campanha de vacinação na Romênia, segundo os veículos de comunicação internacionais, começou bem, no entanto, hoje, corre risco de ser completamente interrompida, pois o fornecimento de jabs começa a exceder a demanda.

Vacinas

No dia 20 de abril, o monitoramento independente do site centralizado de vacinas das autoridades romenas, RoVaccinare, revelou que agora há mais imunizantes nos centros de vacinas (212.689) do que pessoas desejando obter uma dose (apenas 180.732).

Conforme revelou o portal Emerging Europe, menos de 14 por cento da população da Romênia recebeu a primeira dose. Uma pesquisa da Medlife, uma rede de clínicas privadas, colocou em pauta o fato de que a maioria das pessoas que não foram vacinadas não demonstraram interesse em se imunizar.

O governo da Romênia, ao que parece, tem ignorado a questão – mesmo com muitos analistas sinalizando cenários alarmantes. A crescente hesitação em relação à vacina ou a oposição direta ao jab podem agravar ainda mais o estado do país.

De acordo com o portal Emerging Europe, inúmeras figuras públicas se manifestaram contra a vacinação. Na semana passada, uma organização, que se autodenomina Parents’ Alliance, exigiu que o governo encerrasse as campanhas de vacinação.

O governo, nos últimos dias, não demonstrou interesse em introduzir os chamados passaportes Covid-19, os quais oferecem acesso preferencial a restaurantes, bares, teatros e outros locais para aqueles que foram vacinados.

Coalizão

Uma disputa entre membros da coalizão governista – ilustrada pela demissão do ministro da Saúde do país, Vlad Voiculescu – também agravou o problema. Voiculescu – apoiado pelo USR-Plus, parceiro júnior da coalizão – foi demitido no início de abril pelo primeiro-ministro Cîțu.

Sungo informa o portal Emerging Europe, o USR-Plus reagiu ao demissão de Voiculescu dizendo que não tinha mais fé em Cîțu. Mihăilă, uma endocrinologista que atuou como secretário de Estado de Voiculescu, deve, em breve, assumir o cargo.

Até que a profissional seja formalmente nomeada, é improvável que a campanha de vacinação da Romênia volte aos trilhos. Mihăilă será a quarta ministra da Saúde desde que a pandemia começou.

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