Watchmen é uma das graphic-novels mais importantes da história dos quadrinhos. Escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, ela foi lançada em 1987, em um cenário político-social tenso em todo o mundo. Apresentando uma realidade alternativa, a trama mostra como tudo teria sido diferente caso os Estados Unidos tivessem ganhado a Guerra do Vietnã graças a Dr. Manhattan, que conseguiu poderes extraordinários após um grave acidente radioativo, e caso Richard Nixon ainda fosse presidente do país. Os heróis deste mundo são apenas pessoas comuns dispostas a fazer alguma algo de bom e, para isso, usam fantasias. Contudo, eles não são bem vistos pela sociedade. Nem mesmo pelas pessoas que tentam salvar. Eles são encarados como vigilantes que agem sem lei ou qualquer tipo de código.

A história foi lançada, abalou o cenário da nova arte, foi aclamada pela crítica e pelo público e não teve qualquer tipo de continuação. Nem mesmo seus personagens foram usados posteriormente. De certa forma, a decisão da editora em manter os Watchmen à parte do universo contínuo foi muito boa. Afinal, não faz sentido lapidar uma pérola. Ao menos até agora. A história escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons, depois de tanto tempo, ganhou uma continuação. Intitulada Doomsday Clock (Relógio do Juízo Final, em tradução livre), a minissérie retrata as consequências dos eventos mostrados na graphic novel.

A volta dos que não foram

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A minissérie Doomsday Clock começou a ser publicada no final de 2017. Comandada por Geoff Johns, ela terá o total de doze edições. Seus eventos são diretamente ligados com a linha Renascimento, a última reinicialização da editora. Em particular, eles estão conectados ao Dr. Manhattan. Por exemplo, descobrimos que ele interveio na tentativa de assassinato do Comediante por Ozymandias. Quando ele foi jogado através da janela do prédio, Dr. Manhattan o enviou para Metrópolis em segredo.

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Ao fim de Watchmen, Ozymandias consegue concluir seu plano com exatidão, coloca a culpa em Dr. Manhattan e é forçado a deixar a Terra. Rorschach nunca concordou com suas atitudes e morreu por causa disso. Rorschach, porém, anotava tudo em um diário, o qual ele envia para um jornal antes de seu trágico fim. Em Doomsday Clock, temos a verdade solta no mundo e papéis invertidos. Ozymandias se torna a pessoa mais procurada do planeta e os Estados Unidos está a um passo de iniciar guerra com a Rússia. Em meio ao caos e universos paralelos, os heróis procuram por Dr. Manhattan, pois a vida do Comediante não foi a única coisa alterada por ele.

Para deixar tudo ainda mais tenso, o colorista Brad Anderson, publicou em seu Twitter a capa variante da Doomsday Clock #9. Na imagem, podemos ver a demonstração do poder absurdo de Dr. Manhattan, o qual desintegrou boa parte da Liga da Justiça. Entre as vítimas encontram-se Superman, Mulher Maravilha, Batman, Robin Vermelho, Aquaman, Zatanna, Stargirl, Flash, Lanterna Verde, Shazam e alguns outros. A minissérie está no sétimo volume e promete ficar ainda melhor. Confira a imagem logo abaixo.

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Publicado em: 02/10/18 15h35