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Híbrido de humano e chimpanzé existiu e foi morto por médicos, garante cientista

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Os chimpanzés são os primatas do gênero Pan, da família Hominidae. Há duas espécies do gênero conhecida: os chimpanzés-comuns e os bonobos. Além do fato de serem nossos ancestrais, essas criaturas compartilham cerca de 99% de nosso DNA.

Tudo isso são fatos conhecidos a respeito desses animais, mas o que deixou todos muito surpresos foi uma afirmação feita por Gordon Gallup, um cientista renomado e psicólogo evolutivo. Ele disse que há quase 100 anos foi criado um híbrido de humano-chimpanzé em um laboratório dos EUA.

De acordo com Gallup, um dos professores dele o confirmou que o híbrido, chamado de humanzee, foi criado em Orange Park, na Flórida, em 1920. No entanto, ele foi morto porque os médicos entraram em pânico com o desenvolvimento dele.

“Eles inseminaram uma chimpanzé fêmea com sêmen humano de um doador não revelado. A gravidez passou por todas as etapas, permitindo que um bebê metade humano e metade macaco nascesse. Seus dias na Terra não duraram muito devido as considerações morais e éticas de alguns médicos, que decidiram aplicar o método eutanásia nele”, disse.

Híbrido

chimpanzé

IG

Mesmo tendo dito isso ao The Sun, o psicólogo evolutivo pontuou que não pode revelar quem contou para ele sobre o humanzee, mas ele garante que foi um “profissional muito conhecido”, que trabalhou na Yerkes e no centro de pesquisa da Universidade Emory, em Atlanta.

Essa mescla de humanos com macacos teve seus primeiros  e mais notáveis exemplos em 1920 feito pelo cientista russo Ilya Ivanovich Ivanov. Esse cientista também fez experimentos com inseminação artificial, mas eles não foram bem sucedidos.

Todos esses experimentos criaram várias práticas controversas que envolviam esperma de macaco e humanas voluntárias. E quando o projeto foi interrompido, ele nunca mais foi retomado.

O caso mais recente foi em 1958, quando “Oliver, o chimpanzé” foi tido como um humanzee por conta da sua face e comportamento humano. O animal andava sobre os dois pés, tinha um nariz mais saliente e até sardas no rosto. Tudo isso fez com que as especulações aumentassem ainda mais.

Contudo, em 1996, foi revelado através de um teste de DNA que Oliver tinha 48 cromossomos, o que é comum em um chimpanzé. No caso de um híbrido com humano, ele teria que ter 47, número entre os 48 de um chimpanzé e 46 cromossomos de um ser humano.

Mesmo que Oliver não tenha sido um híbrido, Gallup pontuou que é possível criar um híbrido fazendo o cruzamento de seres humanos com gorilas e orangotangos. No entanto, ainda de acordo com ele, é pouco provável que experimentos para que se crie um “hurilla” ou “hurang” valham a pena por todos os gastos necessários.

Chimpanzé

UOL

Por mais que o híbrido possa não ser confirmado, o fato que ninguém pode negar é que o chimpanzé tem comportamento muitas vezes bem parecido com os da nossa espécie.

Exemplo disso é a forma como eles batem os lábios juntos em um ritmo parecido com o da nossa fala. E de acordo com um novo estudo, isso pode ser uma pista de onde os ancestrais humanos conseguiram o dom da linguagem.

Por mais que os ritmos universais da fala humana e os rápidos ciclos de abertura e fechamento da boca já tenham sido encontrados nos gestos de orangotangos e macacos, essa foi a primeira vez que o ritmo foi identificado nos chimpanzés.

Os pesquisadores compararam as gravações de quatro populações de chimpanzés, selvagens e em cativeiro. E com isso, descobriram que esses animais também produzem batidas labiais em um ritmo médio de quatro hertz.

O que essa descoberta pode nos dizer sobre a nossa evolução é bem limitado. Mas como essas batidas são um dos aspectos característicos da fala humana, a descoberta pode ajudar a fazer a conexão vocal primata com a fala humana na linha do tempo evolutiva.

Um estudo feito no ano passado descobriu que quando 2.137 gestos de chimpanzés foram classificados em grupos e a duração média foi calculada, eles obedeciam alguns dos mesmos princípios matemáticos básicos da fala humana.

A nova pesquisa foi liderada pelos pesquisadores da Universidade de St. Andrews e eles concluem que suas “descobertas apoiam a hipótese de que a fala recrutou sinais rítmicos de primatas antigos”.

“No entanto, essa possibilidade permanece como tentativa. Até que dados novos e mais detalhados sejam disponibilizados por primatas não hominídeos e hominídeos”, acrescentam.

Por mais que as batidas labiais dos macacos e gibões sejam suspeitamente inatas, existem evidências de que os vocais dos orangotangos são possivelmente aprendidos. Esse também poderia ser o caso dos chimpanzés, que geralmente fazem sons quando se preparam para começar ou prolongar a interação social.

“Em nossas próprias análises, parecia haver variação na frequência com que os chimpanzés individuais produziam batidas labiais. Com alguns nunca ou muito raramente produziam batidas labiais, apesar das horas de observação semelhantes às dos membros do grupo”, escreveram os autores.

É claro que apenas quatro populações estudadas não são uma mostra enorme. E os pesquisadores precisarão coletar mais dados, tanto entre os indivíduos como em populações, para que consigam descobrir de onde surge esse ritmo, que é estranhamente parecido com a fala.

Fonte: IG

Imagens: IG. UOL

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