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Conheça a terrível guerra entre chimpanzés que durou 4 anos

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Jane Goodall observou uma comunidade de chimpanzés no Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia, por mais de uma década. Estes animais por muito tempo foram considerados animais pacíficos. Após a digitalização dos estudos de Goodall durante o período em Gombe, os pesquisadores puderam notar mudanças no comportamento dos animais. Eles publicaram o estudo no American Journal of Physical Anthropology.

Entre os anos de 1974 e 1978, Jane pode constatar a violência crescer entre os grupos que habitavam o parque naquela época. Tudo teve início quando um novo líder assumiu o poder, e dois outros pretendentes, mais jovens, quiseram tomar seu lugar. O que resultou em ataques, armadilhas, sequestros e muitos assassinatos. O conflito ficou conhecido como a ‘Guerra dos Quatro Anos de Gombe’. E é a única guerra entre chimpanzés totalmente documentada.

A guerra

170131 Chimpanzee Murders Feature 600x400, Fatos Desconhecidos

Uma reanálise dos documentos de Goodall foi utilizada para descobrir as razões que desencadearam os conflitos. Os pesquisadores puderam traçar um mapa das interações sociais dos chimpanzés e pontuaram as mudanças em seus comportamentos. No final da década de 60, os machos que pertenciam aos grupos do norte e do sul conviviam em harmonia.

Já na década de 70, os conflitos começaram a acontecer, e os grupos passavam menos tempo juntos, e seus encontros passaram a ser marcados por agressividade e violência. Algum tempo depois, os grupos se tornaram distintos. Apenas socializavam dentro de sua própria comunidade. Os pesquisadores acreditam que tudo tenha partido do momento em que um chimpanzé chamado Humphrey se tornou o macho alfa, o que entrou em conflito com a posição de outros dois machos do sul, Charlie e Hugh.

Os quatro anos que seguiram as mudanças de comportamento dos bichos, muitos foram os combates entre os grupos. Até que Humphrey e seu grupo aniquilaram os machos da parte sul do parque e assumiram seu território. E, agregaram ao seu grupo as três últimas fêmeas que sobreviveram aos ataques. Os pesquisadores sugerem na nova abordagem, a partir dos registros de Jane, que o número limitado de fêmeas maduras no parque teria sido o propulsor para os ataques.

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