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A história da famosa fotógrafa de Moscou que vive no meio da floresta com cães aleijados

POR Jesus Galvão    EM Compartilhando coisa boa      12/02/19 às 15h33

Você já imaginou abandonar sua vida na cidade e ir morar no meio da floresta? Pois foi exatamente o que uma famosa fotógrafa e cinegrafista russa chamada Daria Pushkareva fez. Mas ela não foi sozinha. Ela e seu marido criaram um pequeno paraíso para cães idosos e com deficiências, alguns bichos que teriam poucas chances de sobreviver e ter uma vida tranquila em outros lugares.

Daria deixou Moscou, onde trabalhou por muitos anos, produzindo filmes e fotografando, para ir viver em meio a natureza. Na capital russa, ela conheceu pessoas famosas e basicamente integrava um grupo selecionado de pessoas. Restaurantes, roupas caras, equipamentos supermodernos e, claro, muito trabalho, faziam parte de sua rotina. Mas a russa sonhava com outra coisa.

O medo de Daria

Quando ainda estava nos tempos de escola, Daria já sonhava em criar um abrigo para cães. Mas, ela tinha um pouco de medo deles. Ainda menina, ao avistar um cachorro, Daria simplesmente atravessava a rua. E isso permaneceu até o começo de sua vida adulta. Conforme seu amor pelos cães crescia, seu medo foi desaparecendo.

Apesar de ter tido alguns gatos como animais de estimação, a fotógrafa desejava ter ao menos um cachorro algum dia. Mas por ainda ter um pouco de receio, nunca teve coragem de adotar um. Até que um dia em específico mudou isso para sempre.

Segundo relatos da fotógrafa, após o final de um dia de trabalho, a equipe de filmagem estava preparando algumas comidas para eles, e um cachorro se aproximou atraído pelo cheiro dos alimentos. Daria se afastou, instintivamente. Até que alguém acariciou o animal, que respondeu docemente ao estimulo.

Ao questionar a pessoa se o cão não iria mordê-la, a pessoa lhe respondeu: "Por que ele faria isso? Como você vê, ele é um cachorro bem gentil". Assim, desde então seu medo passou definitivamente. Devido a seus compromissos e sua agenda lotada, ela optou por deixar a adoção para um outro momento, mas começou a ajudar abrigos e ONGs que prestavam auxílio aos animais.

O recomeço

Em um outro momento, a russa viu um anúncio de um cão em um abrigo que precisava de 10 mil dólares para se tratar com um oftalmologista, sob o risco de perder um dos olhos. Ela e seu marido foram até o local para fazer a doação do dinheiro. Chegando lá, a eles foi informado que não havia ninguém que pudesse levar o animal para receber os cuidados médicos. Então, de imediato, eles colocaram o cão dentro de seu carro e o levaram para o médico.

O animal, curado, acabou sendo adotado pelo casal, que não se importava com as cicatrizes e o olho, que mesmo com os cuidados, acabou precisando ser removido. Segundo Daria, desde então, os cães pareciam encontrá-la, em todos os lugares que ia, sempre aparecia um deles precisando de sua ajuda.

Quando já estava em 7ª adoção, ficou claro que Daria não poderia mais viver em seu apartamento. Assim, ela começou a procurar uma casa mais afastada do centro da cidade. Eles então se mudaram para um novo lar e o número de membros de 4 patas dessa família não parava de crescer. Mas tudo começou a ficar difícil, e os vizinhos incomodados com os latidos dos cães a reclamar.

A vida na floresta

Foi assim que a russa decidiu que deixaria completamente a vida na cidade. Ela encontrou um terreno próximo a algumas plantações e se mudou para lá. Com uma matilha de aproximadamente 100 cães. No novo lugar, eles são alimentados com carne e peixe diariamente e podem correr livremente em cerca de 5 hectares de terra.

Alguns desses cães se movem utilizando pequenas cadeiras de rodas, uma vez que lesões em suas colunas os impedem de caminhar como outros cães. A grande maioria deles foram resgatados nas ruas ou trazidos de algum abrigo. Quando o inverno chega, Daria e seu esposo preparam tudo para deixá-los aquecidos. Os quartos onde os animais dormem durante a temporada é aquecido com fogueira à lenha.

Muitas pessoas fazem duas perguntas frequentemente para Daria. A primeira é de onde vem o dinheiro para dar sustentação a toda essa estrutura fornecida por ela e seu marido aos animais. Bom, para isso Daria continua a trabalhar de casa, fazendo edições para clientes que lhe pagam bem por um trabalho de qualidade.

Outra pergunta é o porque Daria faz isso. E para a russa a resposta é bem simples: "Por causa de seus rostos e olhos felizes". Ainda segundo ela, quando ela vê os cães dormindo, brincando, ela percebe o quanto ela tem feito por eles e isso a faz feliz. Mas engana-se quem acha que Daria fica feliz quando chamam sua casa de abrigo.

"Somos uma família. O abrigo é apenas um lugar temporário de um animal órfão. Estes cães que aqui vivem não irão embora, ficarão conosco até o fim de suas vidas. Independente de suas complicações ou necessidades", concluiu a fotografa.

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Via   ADME  
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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