A primeira grande aparição em 1831
Em julho de 1831, após semanas de tremores sentidos na região, a ilha emergiu do fundo do mar. Com cerca de 1 km de perímetro e 60 metros de altitude, a nova porção de terra rapidamente se tornou foco de atenção internacional. Britânicos, franceses e o Reino das Duas Sicílias reivindicaram sua posse devido à localização estratégica para a navegação no Mediterrâneo.

A disputa pelos nomes
O capitão britânico Senhouse, da Marinha Real, teria fincado a bandeira inglesa no território, batizando-o de Graham. Pouco tempo depois, o naturalista italiano Carlo Gemmellaro sugeriu que a ilha fosse nomeada em homenagem ao rei Ferdinando II, dando origem ao título Ferdinandea. Já os franceses, ao explorarem o local, a chamaram de Julia, em referência ao mês de julho, quando surgiu. Em poucos meses, uma mesma ilha possuía três nomes diferentes.
Desaparecimento repentino
No entanto, a glória durou pouco. O material vulcânico que compunha a ilha era extremamente frágil e não resistiu à força das águas. Em dezembro de 1831, Ferdinandea já havia desaparecido novamente, voltando a ser apenas um banco de areia submerso no mar Mediterrâneo.
Explicação científica
Atualmente, sabe-se que a ilha faz parte do Campo Vulcânico de Graham, composto por cerca de dez cones vulcânicos submarinos. Os cientistas acreditam que a aparição e o desaparecimento de Ferdinandea estão ligados à atividade do vulcão Empedocles e aos movimentos das placas tectônicas que moldam a região.
Possibilidades futuras
Embora a última aparição confirmada da ilha tenha ocorrido em 1831, estudos indicam que Ferdinandea pode voltar a emergir no futuro, caso novas erupções vulcânicas depositem material suficiente para formar novamente uma massa sólida acima do nível do mar. Contudo, não há previsão exata o fenômeno pode levar séculos ou simplesmente nunca mais ocorrer.
Sua curta existência em 1831 inspirou mapas, pinturas e relatos, além de disputas diplomáticas.
Fonte: Revista Galileu












