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Imortalidade humana pode ser alcançada em 2030, de acordo com cientista

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A vida é feita de ciclos, disso todos nós sabemos. O básico, que todos seguimos, é o seguinte: nascemos, crescemos e morremos. No entanto, é sabido também que a vida é muito mais do que isso. Só que o envelhecimento é algo normal e inevitável. Porém, as pessoas sempre almejaram a imortalidade e estudam formas de consegui-la há tempos.

Na visão de Ray Kurzweil, cientista da computação e futurista norte-americano que tem um histórico de previsões tecnológicas confirmadas, os humanos poderão conquistar a imortalidade até o fim da década. De acordo com ele, isso está relacionado com o alcance da singularidade entre a inteligência efetiva e a artificial.

Previsões

TED

Em 1990, Kurzweil previu que o computador venceria os humanos campeões de xadrez até o ano 2000. E a primeira vez que isso de fato aconteceu foi no dia 11 de maio de 1997. Na ocasião, o Deep Blue, um software criado pela IBM, derrotou Garry Kasparov, campeão mundial de xadrez, em uma partida de seis jogos.

Além disso, o cientista também previu a ascensão de computadores portáteis e smartphones, a mudança para tecnologias sem fio e explosão da internet. Tudo isso bem antes de parecer uma coisa óbvia para todos.

De acordo com ele mesmo, das 147 previsões que ele fez em 1990 a respeito dos anos até 2010, 115 foram corretas. Outras 12 estavam essencialmente certas e somente três estavam erradas. Uma das previsões erradas feitas por Kurzweil foi a de que até 2009 os carros autônomos já estariam em uso.

Por conta do histórico de Kurzweil, por mais que suas alegações de imortalidade pareçam bastante ousadas, e talvez bem erradas, elas não podem ser totalmente descartáveis.

Imortalidade

Olhar digital

Já faz tempo que Kurzweil faz previsões extremamente audaciosas como essa sobre a imortalidade. “2029 é a data consistente que previ para quando uma IA passará por um teste de Turing válido e, portanto, alcançará níveis humanos de inteligência. Eu estabeleci a data de 2045 para a ‘singularidade’, que é quando multiplicaremos nossa inteligência efetiva um bilhão de vezes fundindo-nos com a inteligência que criamos”, disse ele ao site Futurism em 2017.

Com relação à imortalidade, ele acredita que até 2030 os humanos serão capazes de “aumentar a expectativa de vida humana em mais de um ano a cada ano”. Depois de 15 anos, a singularidade será alcançada e várias pessoas poderão ter “nanobots fluindo através da corrente sanguínea, fazendo reparos e ligando nosso cérebro à nuvem”.

Ainda de acordo com Kurzweil, quando isso acontecer as pessoas irão poder enviar dados diretamente do cérebro, além de fazer backup das memórias. O cientista acredita que isso será o primeiro passo na direção para que os humanos se tornem “divinos”.

“Vamos ser mais engraçados. Vamos ser mais sexy. Vamos ser melhores em expressar sentimentos amorosos. Se eu quiser acessar 10 mil computadores por dois segundos, posso fazer isso sem fio, e meu poder computacional se multiplica na nuvem dez mil vezes. É isso que vamos fazer com o nosso neocórtex!”, profetizou ele.

Por mais que a previsão de Kurzweil pareça difícil de se acreditar, o que nos resta fazer é esperar para ver se ele realmente estará correto assim como em tantas outras previsões que ele fez.

Busca

G1

Mesmo que Kurzweil tenha previsto que a imortalidade será alcançada no futuro, existem as pessoas que não querem esperar tanto tempo assim e já estão indo atrás dela no presente, como por exemplo, os imortalistas.

O objetivo dos imortalistas não tem nada a ver com o imortalismo que acredita na imortalidade da alma e que é o alicerce de várias religiões. Por ser um tema tão fascinante e polêmico, o jornalista Peter Ward está estudando-o. Além disso, ele acabou de lançar o livro “The price of immortality – the race to live forever” (“O preço da imortalidade – a corrida para viver para sempre”).

Dentre os imortalistas estão cientistas, bilionários do setor de tecnologia e grupos que cultuam essa ideia de que a humanidade tem a chance de chegar a um patamar parecido com a imortalidade.

Em seu estudo, Ward rastreou e mapeou essas pessoas “devotas”. Ele começou seu mapeamento pela Church of Perpetual Life (Igreja da Vida Perpétua), na Flórida, igreja na qual os fiéis são adeptos entusiastas da criogenia humana.

Para quem não sabe, essa técnica permite refrigerar o corpo a uma temperatura de até menos 196 graus Celsius, o que suspende o processo de deterioração durante anos. Fazendo isso seria possível uma reanimação no futuro. Por exemplo, se uma pessoa morre hoje de uma doença incurável e ela é congelada, ela pode ser reanimada quando existir uma cura para salvá-la.

O que os imortalistas defendem é que se a ciência conseguir estender a expectativa de vida em 20 ou 30 anos, ou seja, ir para uma idade entre 110 ou 120 anos, os avanços nesse campo terão um salto exponencial. Como resultado, a história da humanidade mudará.

Fonte: Olhar digital, G1

Imagens: TED, Olhar digital, G1

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