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Inteligência artifical criada consegue distinguir conspirações verdadeiras de teorias da conspiração

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inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que possibilita que máquinas adquiram conhecimentos por meio de experiências, se adaptem às condições e consigam desempenhar tarefas como os seres humanos. Parece uma ideia promissora. Mas assim como os robôs, ainda existe uma certa preocupação sobre o quanto esse tipo de tecnologia pode evoluir. E claro, se isso significaria que as máquinas podem ultrapassar os seus criadores.

A comunicação, entre robôs e seres humanos, tanto no ambiente real, quanto na internet, já tem acontecido através de recursos da inteligência artificial. Até onde essa inteligência pode chegar, ninguém consegue dizer. Mas que ela vem, revolucionando o mundo dos humanos, isso é real.

Esse tipo de inteligência pode ajudar os humanos. As teorias da conspiração tem um poder de causar danos bem significativos. E elas encontraram na internet um lugar ótimo para chamar de lar. Já que nela, fóruns livres permitem que as pessoas que tem ideias parecidas conversem. E neles, essas pessoas podem criar suas teorias e até propor ações para neutralizar as “ameaças” que eles “descobrem”.

Teorias da conspiração ou conspiração real

Então, como saber se uma história na internet é uma teoria da conspiração? É possível distinguir entre as teorias da conspiração e conspirações verdadeiras usando as ferramentas de aprendizado de máquina para que seja representado graficamente os elementos e conexões de uma narrativa. E essa ferramentas podem  formar a base de um sistema de alerta precoce para que as autoridades sejam alertadas a respeito de algumas narrativas online que possam ser uma ameça ao mundo real.

Foi o grupo de análise de cultura da Universidade da Califórnia, liderado por Vwani Roychowdhury, que criou uma abordagem  automatizada para conseguir determinar quando as conversas nas redes sociais refletem os sinais que mostram que elas são teorias da conspiração.

Esse método criado foi aplicado no estudo do “Pizzagate”, da pandemia do COVID-19 e movimentos antivacina. E ele foi bem sucedido.

“Desenvolvemos um modelo, um conjunto de ferramentas de aprendizado de máquina, que pode identificar narrativas com base em conjuntos de pessoas, lugares e coisas e seus relacionamentos. Os algoritmos de aprendizado de máquina processam grandes quantidades de dados para determinar as categorias de coisas nos dados e, em seguida, identificar a quais categorias as coisas particulares pertencem”, explicou Roychowdhury.

Sistema

O software identifica as pessoas, lugares e coisas nas postagens feitas. Depois disso, ele determina quais são os elementos principais, quais são os secundários e como eles estão conectados. Ele determina as camadas principais da narrativa e como as camadas se juntam para formar a narrativa como um todo.

Os pesquisadores examinaram o Bridgegate, que era uma operação de retribução política lançada por pessoas da equipe do governo republicano Chris Christie contra o prefeito democrata de Fort Lee, New Jersey. Eles fizeram isso para ver se conseguiam distinguir entre teoria da conspiração e uma conspiração real.

“Quando comparamos os resultados de nosso sistema de aprendizado de máquina usando as duas coleções separadas, duas características distintas de uma estrutura narrativa da teoria da conspiração se destacaram”, disse Roychowdhury.

“Em primeiro lugar, enquanto o gráfico narrativo para Bridgegate levou de 2013 a 2020 para se desenvolver. Em segundo lugar, o gráfico de Bridgegate sobreviveu com a remoção de elementos. O que implica que a política de Nova Jersey continuaria como uma rede única e conectada, mesmo que as principais figuras e relacionamentos do escândalo fossem excluídos”, continuou.

O desenvolvimento de um sistema de alerta que rastreia  o surgimento e alinhamento das narrativas da teoria da conspiração pode avisar os pesquisadores e as autoridades para que ações no mundo real sejam tomadas. E talvez, com essa inteligência artificial em uso, casos totalmente sem fundamento como o “Pizzagate” não teria ficado tão complexo e grande como ficou.

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