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Lavar carne crua ou não? A ciência revela

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Comer está entre as melhores coisas da vida. Nisso quase todo mundo concorda. E, a menos que você seja adepto ao vegetarianismo ou veganismo, existe uma enorme probabilidade de você ser um amante de carne. Porém, assim como acontece com outros alimentos, existem formas diferentes de prepará-la.

Algumas dessas formas são ensinadas para as pessoas desde crianças e por isso elas não são questionadas. Por exemplo, no nosso país existe o hábito de lavar a carne logo depois de tirá-la da embalagem. Contudo, por mais comum que seja as pessoas fazerem isso, esse hábito não só não higieniza o alimento como também pode trazer riscos para a saúde.

Lavar a carne é errado?

Delicioso

As pessoas lavam a carne pensando que a água poderá tirar as bactérias do alimento cru. No entanto, essa ideia não é verdadeira. Isso porque só a água não conseguiria retirar todas as impurezas. Além disso, fazer isso pode na verdade estar ajudando na proliferação de agentes que causam doenças.

Como as bactérias se proliferam quando entram em contato com a água, quando a carne é lavada, elas não saem do alimento. Na realidade, elas são espalhadas para uma área ainda maior.

Outro agravante é que, na maior parte das cidades, a água que sai da torneira não é tratada com cloro. Assim, quando ela passa pela carne a pessoa pode estar, na realidade, colocando mais contaminantes no alimento ao invés de limpá-lo.

Como se isso já não bastasse, existe mais um motivo para esse hábito ser errado. Se  por algum acaso a carne estiver contaminada, quando ela é colocada embaixo da água, as coisas ao seu redor, como por exemplo, a pia, a bancada, a louça e outros utensílios, podem acabar sendo contaminados também no falso momento de higienização.

Sabendo de tudo isso, é importante saber que não é preciso lavar a carne, seja ela bovina, de frango ou peixe, com água ou com algum outro produto. Até porque, o cozimento certo desses alimentos já consegue evitar uma possível contaminação porque nenhuma bactéria consegue resistir ao calor.

E o ponto mais importante é o armazenamento desse alimento e conhecer a procedência dele.

Consumo

Melhor com saúde

Por mais que esse alimento seja amado por alguém, o corpo pode apresentar sintomas indesejáveis se a pessoa começar a comer muita carne. Ou então, pode ser que alguma outra coisa esteja se desenvolvendo no corpo. Exemplo disso é o caso de um agricultor de 56 anos, do arredor de Kansas City, no Missouri. Ele notou uma erupção na sua cintura e nos braços algumas horas depois de ter comido hambúrguer.

Isso aconteceu sete anos atrás e ele não sabia o que fazer. Como tantos outros com a síndrome alfa-gal (AGS), o caminho até descobrir uma alergia a carne não é tão direto assim.

Até porque, as urticárias e erupções na pele não aparecem sempre depois de uma refeição com carne. Elas podem aparecer várias vezes em uma semana. Ou, raras vezes, podem dar falta de ar.

Nesse caso em específico a história do homem foi ainda mais complicada por conta de alergias sazonais e tratamento para HIV que ele fazia desde os 21 anos. Durante anos ele contou os sintomas para os médicos mas sem nenhum progresso em um diagnóstico correto.

Inicialmente, as alergias alimentares foram descartadas. Até porque, os sintomas geralmente acontecem minutos depois de se ter consumido determinado alimento. Entretanto, nos EUA essa história não é fora do comum. Aproximadamente 3% da população em algumas partes do país tem sintomas relacionados à AGS.

Além disso, essa é uma doença que existe há tanto tempo que é quase impensável que se estude seus detalhes há apenas 20 anos. Em 2002, o pesquisador de alergia britânico Thomas Platts-Mills estudou as respostas alérgicas nos pacientes com câncer que estavam sendo tratados com cetuximabe.

Por mais que ele tenha visto indivíduos que disseram ter experimentado uma reação alérgica a determinadas carnes e produtos derivados de carne, uma relação entre os dois era uma coisa bem distante na época.

Depois de anos, casos graves de reações ao cetuximabe foram registrados nos EUA. Em 2008, Platts-Mills conseguiu identificar a raiz do problema. Era uma resposta de anticorpos IgE a um carboidrato chamado galactose-alfa-1,3-galactose, ou alfa-gal.

O alpha-gal é um açúcar encontrado em vários animais, incluindo os humanos. De algum jeito, o açúcar estava sendo transferido dos camundongos transgênicos usados ​​para fazer o tratamento quimioterápico.

Nesse ponto, as alergias são usadas pela resposta do corpo a uma proteína que ele não reconhece. Encontrar um carboidrato que pode desencadear uma resposta alérgica foi uma coisa bem incomum.

Alergia

Science alert

Tendo esse mistério resolvido, ainda faltava o de como os pacientes desenvolveram essa sensibilidade. Para isso, existiam algumas pistas. Uma delas era o padrão dos casos que se sobrepunham aos da febre maculosa das Montanhas Rochosas. Ela é uma doença transmitida pelo carrapato estelar solitário. A segunda foi um encontro casual com caçador que apresentou reações alérgicas graves depois de comer carne.

O pesquisador já estava desconfiado e então perguntou ao homem a respeito das picadas de carrapatos. Tentando testar suas suspeitas, Platts-Mills fez uma caminhada nas montanhas perto da sua casa para tentar capturar alguns carrapatos.

Contudo, depois de um tempo, ele fez uma refeição com costelas de cordeiro. Isso resultou em uma reação alérgica que lhe era familiar.

Atualmente, os cientistas acreditam que o alpha-gal é preso às proteínas da saliva do carrapato, que por sua vez, sensibiliza as pessoas aos carboidratos encontrados nas carnes, como carne de cordeiro e carne de boi. Como cozinhar não a destrói, os corpos humanos reagem de uma forma exagerada quando ela vai para o nosso sistema.

No caso do paciente do Missouri, ele encontrou médicos que finalmente o disseram o que ele tinha. Sete anos depois do aparecimento dos primeiros sintomas, um amigo o contou sobre a AGS. Como os carrapatos eram um risco comum no seu trabalho, ele fez a conexão com a alergia rapidamente.

Fonte: Delicioso, Science Alert

Imagens: Melhor com saúde, Delicioso, Science Alert

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