Curiosidades

Livro egípcio que “guiava almas ao submundo” há 4 mil anos foi encontrado

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O ano de 2019 foi de extrema importância, para a arqueologia. Graças a estudos e buscas, foi possível encontrar diversos artefatos e informações sobre o passado do mundo. Segundo os estudiosos, 2020 será ainda mais produtivo, visto que existem diversos caminhos traçados para novas descobertas. E o ano já começou agitado no meio. Uma equipe de arqueólogos conseguiu encontrar o que podem chamar de “manual de instruções”. No entanto, não é uma coisa assim tão simples. Esse seria um livro, que serve de guia para o submundo egípcio, de acordo com um estudo, publicado no Journal of Egyptian Archaeology.

Segundos as informações oficiais, esses registros têm pelo menos 4 mil anos. Eles são provavelmente, o “livro” ilustrado mais antigo da história do mundo. Esse “guia” apresenta as instruções, que são necessárias para que as almas das pessoas, que morreram, consigam deixar os corpos e chegar a Rostau. Esse seria o reino do deus da morte Osíris. De acordo com os arqueólogos, esse livro já era conhecido anteriormente. O documento achado é chamado de “Livro dos Dois Caminhos”. Isso porque apresenta dois percursos e cabe aos espíritos, escolher qual seguir. Eles podem optar por seguirem por terra ou então pelo mar, que é o outro caminho.

Análise do livro

Para Rita Lucarelli, especialista em egiptologia da Universidade da Califórnia, a obra diz muito. Esse é um exemplo do quanto o povo do Antigo Egito refletia sobre a morte. “Os egípcios eram obcecados com a vida em todas as formas”, disse ela. “Para eles, a morte era uma nova vida”, completou. Os dois caminhos descritos no livro eram verdadeiras odisséias. As almas deveriam enfrentar algumas tarefas, como confrontar demônios, atravessar o fogo, dentre outras provocações hercúleas.

Segundo Harco Willems, o autor do estudo, o sucesso na vida após a morte, exigia aptidão para a teologia misteriosa. Isso, como o domínio de feitiços e o conhecimento do submundo em seus mínimos detalhes. Por esse motivo, o “Livro dos Dois Caminhos” era tão importante na época. Afinal, chegar ao reino de Osíris dava às almas uma oportunidade de passar por um julgamento. Se ele fosse a favor do espírito, o tornaria um deus imortal.

O livro, por ser da época, não era impresso em papéis como conhecemos. As inscrições eram pintadas nas paredes dos sarcófagos, assim a alma do morto poderia consultá-las, quando deixasse o corpo. De acordo com Willems, a tumba na qual as ilustrações foram encontradas pertencia a uma mulher da alta sociedade. Seu nome era Ankh. “Acreditava-se que as deusas eram veículos de proteção”, disse Kara Cooney, professora da Universidade da Califórnia.

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