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Maceió está afundando? Entenda tudo o que está acontecendo

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Terremotos ocorrem em vários lugares do mundo todos os anos. Alguns, de proporções massivas, acabam chamando atenção da mídia, devidos aos grandes estragos que eles acabam causando. Enquanto outros, sequer são sentidos. A não ser pelos sensíveis aparelhos que os cientistas utilizam para estudá-los.

Nós brasileiros temos a sorte de não termos esse tipo de desastre natural em nosso país. Mas às vezes, um tremor de terra grande pode ser causado de outras formas.

Em um vídeo publicado nessa quinta-feira, o influenciador Álvaro usou o seu TikTok para produzir um vídeo apresentando as consequências do afundamento do solo nos bairros de Maceió. Esse afundamento aconteceu depois do tremor de terra de 3,4 graus na escala Richter, na região do Pinheiro, em março de 2018.

Afundando

Por conta desse vídeo feito pelo influencer o caso voltou a ter mais repercussão e apareceu entre os assuntos mais comentados do Twitter. O objetivo do vídeo, que mostra as imagens do que está acontecendo, é chamar atenção para a probabilidade alta de acontecer um dos maiores desastres socioambientais na capital do Alagoas.

Álvaro não parou apenas mostrando essas consequências.  Ele também chamou atenção para um problema ainda maior, que outros bairros de Maceió estão sofrendo as consequências dessa exploração. Um dos bairros citados por ele é o bairro do Farol, que é um dos maiores e mais conhecidos da cidade.

O influencer também alega que a Braskem, empresa responsável pela mineração, está em falta com o pagamento da indenização para os moradores que tiveram que sair de suas casas. E ele diz ainda que existem pessoas que continuaram morando na região por não ter para onde ir.

“Minha vó é do bairro de lá, Pinheiro, a casa que eu cresci é de lá. Inclusive meu avô continua morando lá…”, comentou.

No vídeo, Álvaro mostra como está  a situação do bairro e diz que está virando um bairro fantasma. E nos muros das casas é possível ver mensagens de protesto contra a empresa de mineração.

Caso

No dia três de março de 2018, os moradores da região se desesperaram quando sentiram o tremor de 3,4 graus na escala Rischer. Esse abalo sísmico foi sentido nos bairros de Pinheiro, Serraria, Farol, Bebedouro, Jatiúca e Cruz das Almas.

Ele aconteceu depois de fortes chuvas terem atingido Maceió. E vários imóveis da região do Pinheiro tiveram rachaduras em suas estrutura. Isso fez com que os moradores deixassem a região.

O caso chamou atenção nacional. E depois que as investigações foram feitas, quase um ano depois do tremor, se tornou público o documento do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que é uma empresa pública ligada ao Ministério das Minas e Energia, onde dizia que o causador do tremor foi a exploração inadequada de sal-gema feita pela empresa Braskem.

De acordo com o relatório, feito por mais de 50 pesquisadores, a exploração foi feita de maneira inapropriada e desestruturou as cavidades subterrâneas. Tudo isso fez com que acontecesse o afundamento do solo e as fissuras.

Antigamente eram mais de 30 mil pessoas que moravam nos bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro. A empresa foi responsabilizada e, hoje em dia, a maioria das famílias que moravam nessas regiões foram obrigadas a deixarem suas casas.

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