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Mais de 200 mil pessoas assistem o desabrochar de uma flor de um cacto da Amazônia

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A flor de um raro cacto da floresta amazônica floresceu, pela primeira vez, no Reino Unido – e apenas por uma noite. O florescimento, que durou apenas 12 horas, do pôr do sol ao nascer, foi transmitido ao vivo. A live, de acordo com o portal de notícias Conexão Planeta, foi assistida por mais de 200 mil pessoas ao redor do mundo.

O florescimento da flor

A flor, dominada pelo branco, emite uma fragrância doce – comparada por alguns naturalistas a um dos perfumes da popstar Rihanna. Duas horas depois de florescer, o odor, segundo especialistas, muda completamente, saltando de doce para rançoso.

Com a chegada do amanhecer, tanto a flor quanto sua fragrância desaparecem. Os especialistas acreditam que a flor morre depois de florescer porque a polinização não é bem sucedida. Não obstante, a planta continua a viver, produzindo, assim, novos brotos de flores.

O florescimento incomum da flor do cacto tropical citado acima foi registrado no Reino Unido porque a espécie está sendo cultivado no Jardim Botânico da Universidade de Cambridge, sob a responsabilidade de Alex Summers, supervisor do jardim.

“Estou tão feliz por ter compartilhado com o mundo o florescimento da flor. É muito raro ter esta planta em nossa coleção e acreditamos que essa é a primeira vez que a flor floresce no Reino Unido”.

“Ficamos totalmente impressionados com o interesse que nossa flor criou. Como cientistas, botânicos e horticultores aqui no Garden, todos nós somos fascinados por plantas, mas tem sido tão emocionante ver como nossa flor da lua conquistou os corações e o interesse de tantas pessoas em todo o mundo”, disse Beverley Glover, diretor do Jardim Botânico da Universidade de Cambridge.

Segundo o portal Conexão Planeta, para conseguir registrar o desabrochar da flor, os botânicos do CUBG passaram a monitorar o cacto no começo do mês, quando perceberam que a flor poderia florescer a qualquer momento.

“De manhã vimos na transmissão ao vivo que as sépalas do botão começaram a se abrir e na hora do almoço ficou claro que estava começando a abrir muito mais cedo do que o esperado. Começou a abrir totalmente ao longo da tarde, atingindo a floração total às 17h”, contou Alex Summers, supervisor da estufa.

A flor do cacto da Amazônia

A flor é classificada como epífita, o que significa ela que depende de outra planta como ponto de ancoragem, o que favorece o cacto em relação às cheias sazonais da Amazônia e suas ramificações. Os caules, além disso, não são como os dos cactos que estamos acostumados a ver – são lisos, semelhantes a folhas e envolvem o tronco da árvore hospedeira. Já o broto da espécie é bastante grande – na natureza, pode atingir entre 25 e 27 centímetros.

Curiosamente, quem tornou a flor famosa foi a ilustradora botânica inglesa Margaret Mee. Conforme expôs o portal de notícias Conexão Planeta, a ilustradora, especialista em plantas da Amazônia brasileira, viu, pela primeira vez, o cactus em 1964, mas foi somente em 1988, que Mee teve a chance de observar o desabrochar da flor e registrá-la em uma incrível obra de arte. Os detalhes intrínsecos da flor, relatados pelas mãos da profissional, acabaram rodando o mundo.

Foi exatamente o trabalho de Mee fizeram a espécie ser descrita por botânicos alemães, que visitaram a Floresta Amazônica, no Brasil, em 1900.

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