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Aenne Burda, a criadora de um império graças à traição do marido

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As revistas voltadas para o mundo da moda ditam, de fato, as tendências e agem como verdadeiras líderes na vida de quem busca se encaixar nesse universo. Percebemos isso com muita facilidade quando nos deparamos com grandes nomes, como Glamour, Vogue e, é claro, Burda Style. Diversas pessoas conhecem a Burda. Na época, foi um significativo avanço no mundo da moda e uma grande descoberta para diversas mulheres, em diferentes países. Com a publicação, elas podiam cortar e costurar seus próprios vestidos. Mas, o que poucas pessoas sabem é da história de Aenne Burda, a fundadora da revista e como ela remou contra a correnteza para ser o que foi.

A história da mulher chama a atenção por ser extremamente ousada, desafiadora e, é claro, de conquistas. Diante disso, a redação da Fatos Desconhecidos decidiu buscar por mais informações e trazer para você, caro leitor, pois histórias de mulheres empoderadas nos atraem e temos a total certeza de que vocês também adoram. Então, compartilhe com seus amigos desde já e, sem mais delongas, confira conosco a seguir.

Aenne Burda, a história de sucesso

Aenne Burda foi registrada, ao nascer, como Anna Magdalene Lemminger. Isso em 1909, na cidade de Offenburg, sudoeste da Alemanha. Seu pai era maquinista de trem e sua mãe, como a maioria das mulheres da época, era dona de casa. Aenne veio de uma família bastante simples e humilde. Ainda na infância, decidiu que não teria o mesmo destino de sua mãe, ou seja, não seria dona de casa, pois isso não lhe interessava. Ela sempre deixou claro que queria mais.

A jovem gostava de se destacar. Na juventude, fez o corte de cabelo “bob”, que era um corte muito curto e ousado, principalmente porque na época as meninas de sua idade usavam cabelos longos e trançados. Foi essa época que virou Aenne e essa transformação foi inspirada em sua música favorita, Aennchen von Thorau. Após estudar em um convento e no colégio, tornou-se caixa de uma empresa de eletricidade. Certo dia um jovem veio pagar a conta de luz. Esse era Franz Burda, dono de uma pequena gráfica. Os jovens se gostaram e se casaram um ano depois.

Aenne foi, por 20 anos, uma mãe e esposa dedicada. Ela tomava conta da casa e dos três filhos. O negócio do marido ia bem e parecia que ela tinha tirado a sorte grande. No entanto, faltava algo, e a sua natureza artística procurava uma saída. Eventualmente, o universo é muito imprevisível, ele realiza os nossos sonhos de maneira impensável. A editora Elfi-Moden, financiada por Franz, estava falida e pertencia à Elfriede Breuer, ex-secretária e amante do marido de Aenne. Aos 40 anos, ela descobriu a infidelidade do marido.

A traição e o deslanchar da vida

Quando soube que a ex-secretária havia dado à luz uma menina, Aenne não pediu divórcio. Diferente disso, ela obrigou o marido a desistir do financiamento da Elfi-Moden e conseguiu seu apoio para assumir a editora. No ano de 1949, tornou-se então a dona da editora, que tinha 48 funcionários. Um tempo depois, começou a publicar a revista Favorit, que em 1950 foi renomeada para Burda Moden. Aenne continuou com o seu casamento, mas seu relacionamento agora era apenas profissional. Ela já não era mais uma dona de casa.

Seu desejo era ajudar mulheres a ficarem elegantes e na moda. Aenne procurava costureiros e fotógrafos e ela mesma escolhia os modelos e as fotos. Foi aí que aprendeu editoração, desenvolveu as novas capas de sua revista e conheceu grandes estilistas.

O sucesso

A partir de 1952, a revista passou a trazer encartes de modelos de costura que a tornariam inovadora. As mulheres mostravam que todas podiam cortar seus moldes e costurar as próprias roupas. Aenne ajudava a todas que queriam se sentir elegantes e bonitas a um custo acessível. Na época, havia poucos modelos de roupas para comprar e tudo custava muito caro. Mas os tecidos eram mais baratos e várias delas sabiam costurar. A revista logo passou a ser vendida em diversos países da Europa.

Em 1961, a revista se tornou a maior publicação de moda com uma circulação de 1.2 milhões de exemplares. A mulher foi considerada a rainha do mundo fashion. Após a morte do seu marido, Aenne conseguiu uma nova conquista: em 1987, Burda Moden foi a primeira revista ocidental publicada na União Soviética. Ela ultrapassou as barreiras culturais e políticas. Aos 77 anos, a revista fez uma apresentação em um desfile de moda da Dom Soyuzov, em Moscou.

Aenne governou seu império por 45 anos. Ao completar 85 anos, passou a editora para seus filhos. Franz e Frieder venderam as ações aa Hubert Burda, que tornou-se o dono da editora. Na aposentadoria, Aenne dedicou sua vida à sua paixão, pintura a óleo. Como era uma amante dos carros de corrida, passou a encher sua garagem com modelos novos.

Além de tudo, fundou diversas instituições de caridade. Ela promovia cultura e arte, cuidava de idosos e ajudava os necessitados na sua cidade natal. Aenne faleceu no ano de 2005, aos 96 anos. Seu legado ainda permanece e hoje se chama Burda Style, revista publicada em 17 línguas e distribuída em mais de 100 países.

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