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Maleta de ferramentas “perdida” por astronautas é flagrada por telescópio

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O que muitas pessoas nem fazem ideia é que o espaço está cheio de toneladas de lixo espacial. Eles são fragmentos de detritos pequenos. Esses possuem, em média, o tamanho de uma bolinha de gude e são como “poluições” na órbita da Terra. Contudo, nem sempre eles são tão pequenos assim. Um exemplo disso é a mala de ferramentas que foi perdida pelos astronautas enquanto eles faziam reparos na Estação Espacial Internacional.

Recentemente foi divulgado que astronautas perderam acidentalmente uma maleta de ferramentas no espaço enquanto faziam uma atividade em um painel solar da Estação Espacial Internacional.

Avistamento

Aventuras na história

O objeto foi perdido no dia dois de novembro. Depois disso, o objeto apareceu flutuando para longe nas imagens capturadas pelas câmeras externas da ISS. Agora, a maleta foi vista pelo Projeto Telescópio Virtual em Manciano, na Itália.

Esse registro aconteceu no dia 15 de novembro e foi feito por Gianluca Masi, fundador do projeto. De acordo com ele, a maleta foi registrada em uma exposição única de dois segundos, sem filtro, através de uma unidade robótica do telescópio denominada ARTEC250+Paramount ME+C3Pro61000EC.

“O telescópio rastreou o movimento aparentemente muito rápido da bolsa, de mil polegadas por segundo [40,64 km/h]. O objeto aparece como um ponto de luz nítido no centro, já que o telescópio o rastreou especificamente, enquanto as estrelas deixaram longos rastros ao fundo da foto”, afirmou Masi.

Maleta

O Globo

De acordo com Meganne Christian, astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA), no dia cinco de novembro ela usou o Twitter para falar que Satoshi Furukawa, astronauta da Agência Espacial Japonesa (JAXA), tinha avistado a maleta em cima do Monte Fuji, no Japão.

Agora, a maleta é classificada como lixo espacial e tem o ID 58229/1998-067WC. Por conta disso, o objeto irá ser monitorado internacionalmente. O brilho dele tem ligeiras variações, o que indica uma possível queda enquanto está orbitando o nosso planeta.

Além disso, o objeto está se afastando da Estação Espacial Internacional de forma gradual e está aparecendo na frente na estação. Quando as imagens foram capturadas, a maleta estava cinco minutos à frente da ISS.

Lixo espacial

TecMundo

Como dito, essa maleta agora é considerada um lixo espacial, o que mostra que ele não é composto somente por partes de foguetes. Nele também tem luvas de astronautas, pedaços de espaçonaves “mortas”, satélites desativados, pedaços de espaçonaves, e claro, os restos de foguetes, que ficam na baixa órbita da Terra. Toda essa confusão de lixo espacial, cada vez maior, orbitando a Terra está se tornando um problema bastante sério para os astrônomos. Por conta disso, a China lançou ao espaço uma grande rede de arrasto. O objetivo é diminuir a quantidade de lixo espacial que orbita nosso planeta.

Essa rede foi lançada presa a um foguete Long March 2D, presa ao adaptador de carga útil instalado no estágio superior do veículo. Ela foi a primeira investida e funcionará com um teste para saber se o dispositivo será realmente capaz de trazer de volta à atmosfera partes de espaçonaves já utilizadas.

O lançamento aconteceu em junho de 2022 do Centro de Lançamentos de Satélites Xichang. E junto com o foguete foram enviados três satélites da família Yaogan 35.

A rede, na realidade, se parece mais com uma vela náutica. Ela tem 25 metros quadrados e a ideia é que ela ajude a “desorbitar” o adaptador, ou seja, é esperado que a vela aumente a superfície do objeto de modo que as forças de fricção atmosférica puxem o adaptador de volta à Terra.

Esse adaptador tem aproximadamente 300 quilos e 491 quilômetros de altura. Ele voltar para a atmosfera terrestre não é somente por questões de “limpeza” do espaço, mas também porque quando se diminui o tempo que um objeto inútil fica vagando pelo espaço, o risco de colisão com outros lixos espaciais também diminui.

Segundo a Academia de Tecnologia de Voos Espaciais de Shangai (SAST), a vela foi aberta um dia depois do lançamento do foguete. Mas todo o processo de desórbita do adaptador de carga deve demorar até dois anos.

Essa iniciativa da China é bem vista, já que o acúmulo de lixo espacial é uma das principais preocupações das agências espaciais ao redor do mundo. De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), existem mais de 30 mil detritos na órbita da Terra. Já outros modelos aumentam esse número para um milhão.

Fonte: Aventuras na história, Yahoo

Imagens: Aventuras na história, O Globo, TecMundo

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