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Agência Espacial Brasileira confirma lixo espacial encontrado no Paraná

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Pensar em lixo espacial e Brasil parece não fazer muito sentido. No entanto, isso não quer dizer que nosso país não possa, às vezes, nos surpreender, como por exemplo, com o pedaço de metal que foi encontrado no Paraná. O pedaço era tão misterioso que, na época, a Agência Espacial Brasileira foi até o local para fazer uma visita técnica.

O pedaço do foguete foi encontrado por um morador da região do Paraná em março desse ano. Agora, a Agência Espacial Brasileira (AEB) confirmou que o pedaço de metal achado em São Mateus do Sul, no sul do Paraná, é realmente lixo espacial.

De acordo com os pesquisadores, o objeto pode ser parte do foguete Falcon 9 da Space X, empresa do bilionário Elon Musk. Na época, a visita foi feita por um técnico e um profissional de comunicação, que saíram de Brasília. Eles selaram o local com um cordão de isolamento para que conseguissem dizer se o objeto era de fato uma parte de um foguete da SpaceX.

Quando a descoberta foi feita, os profissionais já sabiam que o objeto realmente era uma parte de um foguete. Isso porque alguns detalhes do seu design indicam a presença de um motor de propulsão Merlin, usado pela SpaceX para impulsionar os foguetes Falcon 9.

Mesmo assim, as informações que a Agência Espacial Brasileira coletou foram parte de um laudo pericial, que atestaria a origem desse objeto. A confirmação aconteceu na terça-feira dessa semana através de um relatório elaborado por técnicos após a análise do item.

Confirmação

G1

Segundo o protocolo, depois que o objeto é identificado, a agência comunica as autoridades brasileiras que são responsáveis pela comunicação com as autoridades do país do responsável pelo lixo espacial. Essa linha de comunicação acontece para que o objeto tenha sua destinação certa de resgate e armazenamento.

Embora o metal tenha sido identificado como lixo espacial, a Agência Espacial Brasileira não informou a qual empresa ele pertencia e nem o país de origem da companhia.

Identificação

G1

Segundo a Agência Espacial Brasileira, a Organização das Nações Unidas (ONU) tem o registro de todos os objetos espaciais. No nosso país, esse registro fica sob a responsabilidade da AEB.

Além desse registro, em 1973, foi promulgado o Acordo sobre Salvamento de Astronautas e Restituição de Astronautas e de Objetos Lançados ao Espaço Cósmico.

Em um dos artigos desse acordo está determinado que, no caso de identificação de um artefato espacial que tenha voltado à Terra em território brasileiro, ele tem que ser devolvido ao país que foi responsável pelo seu lançamento.

Descoberta

G1

De acordo com a empresária Joseane Maria Franco Pontes, quem encontrou esse objeto foi seu marido, o agricultor João Ricardo, enquanto andava na propriedade da família. A princípio, ele pensou que fosse uma barraca, mas quando notou que o objeto era metálico, se lembrou do barulho que escutou na madrugada do dia oito desse mês. O dia foi quando aconteceu a reentrada do segundo estágio do foguete da SpaceX na região.

“Ele encontrou a peça e disse ‘Jô, achei um negócio no meio do mato, venha ver’. Aí eu fui e levei o celular. Mas não tive coragem de encostar”, contou.

No vídeo feito por ela. Joseane narra a presença do objeto no terreno. Ela até conta que o objeto quebrou galhos de árvores enquanto caia do céu. Segundo ela explicou, o objeto caiu em um terreno ao lado do que ela e o marido moram.

Embora eles tenham encontrado o pedaço de metal em uma semana, ela e o marido acreditam que a queda aconteceu uma semana antes da descoberta. “Eu ouvi um barulhão, umas 5h. Eu pensei que alguma coisa tinha explodido aqui perto, mas fui lá fora e não vi nada. Como o terreno é grande e trabalhamos com eventos, não é sempre que andamos por tudo, aí não achamos antes”, lembrou ela.

Fonte: G1

Imagens: G1

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