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Milagre do Sol, o dia que 70 mil pessoas viram algo inexplicável no céu

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      03/06/19 às 19h10

Em 13 de outubro de 1917, na cidade de Fátima, em Portugal, ocorria o que foi chamado de 'O Milagre do Sol'. Este foi considerado um dos eventos (se não o mais) mais extraordinários do século XX. Entretanto, ele não é tão conhecido fora dos grupos religiosos ou por aqueles que não comungam do catolicismo. Na verdade, até mesmo entre os fiéis, ainda há aqueles que desconhecem o ocorrido.

Naquele dia, uma terrível tempestade acometia a cidade de Fátima. Entretanto, isso não impediu as pessoas de se dirigirem até o local, na promessa de testemunharem um milagre. Entretanto, as pessoas não sabiam exatamente do que se tratava. Mas, sabiam que algo muito especial iria acontecer ali naquele dia.

Porém, o lugar não reuniu apenas fiéis e membros da igreja. Muitos céticos e incrédulos foram atraídos para o local, na esperança de que algo acontecesse e transformasse a igreja e as pessoas ali reunidas em motivo de chacota. Mas, você deve estar se perguntando agora, como foi que tudo isso começou, e o porquê de as pessoas decidirem se reunir nessa data, não é mesmo?

O Milagre do Sol

Pois bem, tudo começou quando no mês de julho, daquele mesmo ano, supostamente, Nossa Senhora apareceu em Fátima para três crianças e anunciou que realizaria um milagre em outubro. Tal relato se espalhou rapidamente por todo o país, o que foi garantido pela imensa multidão de espectadores, mesmo com o terrível clima.

Ao meio-dia, Nossa Senhora voltou a aparecer para as crianças, diante de toda a multidão ali reunida. A divindade teria feito alguns pedidos, como uma solicitação para a realização de um rosário diariamente e teria anunciado que a Primeira Guerra Mundial acabaria em breve.

Três videntes, que estavam presentes no lugar, tiveram visões da Sagrada Família. Uma multidão de ao menos 70 mil pessoas teria ficado hipnotizada enquanto tudo acontecia. Mesmo aqueles que se diziam céticos e não-crentes não puderam negar o ocorrido, como este relatório em um dos principais jornais de Lisboa da época indica:

"O sol prateado... foi visto girando e girando no círculo de nuvens quebradas. Um grito saiu de cada boca e as pessoas caíram de joelhos no chão lamacento. (…) A luz ficou azulada como se viesse através dos vitrais de uma catedral e se espalhasse sobre as pessoas que se ajoelhavam com as mãos estendidas. O azul se desvaneceu lentamente e então a luz pareceu passar através do vidro amarelo. (…) As pessoas choravam e rezavam com as cabeças descobertas na presença do milagre que esperavam. Os segundos pareciam horas, de tão vívidos que eram eles".

Controvérsias

Até mesmo o jornalista Avelino de Almeida, que anteriormente havia feito uma publicação debochada do evento que se aproximava no jornal O Século, fez uma nova publicação relatando como aquilo tocou seu ser. No entanto, ele foi extremamente criticado por seus colegas jornalistas.

Um jovem advogado, chamado José Almeida Garrett, descreveu, segundo seu ponto de vista, tudo o que ocorreu naquele dia. "O disco do sol não ficou imóvel. Este não era o brilho de um corpo celestial, pois girava sobre si mesmo num turbilhão louco. Então, de repente, ouviu-se um clamor, um grito de angústia rompendo de todo o povo. O sol, girando descontroladamente, parecia se soltar do firmamento e avançar ameaçadoramente sobre a Terra, como se nos esmagasse com seu enorme e ardente peso".

Muitos relatos começaram a surgir depois do evento. Algumas pessoas diziam ter visto o sol dançar nos céus. Enquanto outros acreditaram que aquele momento na verdade se tratava do fim do mundo. Para alguns, tudo não passava de absoluta alucinação e histeria coletiva. Independentemente disso, com base na fé daqueles que acreditavam terem participado de um grande milagre coletivo, uma capela foi construída no lugar das aparições, em março de 1922.

As aparições de Nossa Senhora em Fátima também foram ligadas ao livro bíblico do apocalipse, tanto pelo Papa Paulo VI, quanto pelo renomado escritor e padre Louis Kondor. Segundo Kondor, a aparição de Nossa Senhora era como o "grande sinal" do capítulo 12 do livro de Apocalipse, em que "apareceu um grande portento no céu, uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas".

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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