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Mini cérebros artificiais já são uma realidade, entenda

POR Leticia Rocha    EM Ciência e Tecnologia      21/03/19 às 14h17

Nosso cérebro é, com certeza, um dos órgãos mais importantes que temos. Tanto que é crucial para nossa sobrevivência. Tanto que se ele para de funcionar, nós morremos. Mesmo que todos os órgãos funcionem, nosso corpo simplesmente morre se o cérebro parar. O órgão é como um super computador, uma verdadeira máquina. No entanto, diferente das máquinas de verdade, nós ainda não compreendemos nosso cérebro realmente e como ele funciona. Sim, já tivemos avanços consideráveis, mas o órgão é capaz de muito mais do que imaginamos.

É preciso conhecê-lo ainda mais a fundo e é por isso que inúmeras pesquisas são realizadas a respeito do assunto. É importante não só saber o quanto nosso cérebro é capaz, mas também descobrir como proceder no caso de doenças que são causadas justamente por conta de danos ligados a ele.

Mini cérebros

Foi pensando nisso que os pesquisadores de Cambridge - Reino Unido, criaram um mini cérebros para entender melhor a funcionalidade do órgão. Os cientistas usaram células tronco para criar o organoide do tamanho de uma lentilha. Mas é claro que o pequeno órgão não tem a complexidade que o nosso tem. De acordo com o experimento, o mini cérebro é similar a um cérebro fetal humano que tem cerca de 12-16 semanas.

É como um órgão em estágio de crescimento e evolução. Por exemplo, nosso cérebro tem entre 80 e 90 bilhões de neurônios, enquanto o organoide tem apenas 2 milhões. Algo entre o cérebro da barata e de um peixe-zebra, levando em consideração a massa cinzenta. Com o mini cérebro, os cientistas pretendem entender melhor as demências, o autismo e a esquizofrenia.

Evolução dos mini cérebros

Na tentativa de estudar como funcionam os mini cérebros e do que eles são capazes, os cientistas fizeram um experimento. Os cientistas colocaram um pedaço da medula espinhal de um rato próximo do mini cérebro. Logo, os neurônios do organoide se estenderam e se ligaram à medula espontaneamente. A ligação permitiu que o cérebro controlasse o músculo através de impulsos elétricos.

Experimentos com mini cérebros já tinham sido feitos anteriormente, mas o problema é que a vida dos organoides era muito curta. Isso porque para preservá-los, era preciso mantê-los sempre mergulhados em um líquido rico em nutrientes, e isso dificultava a sua absorção de oxigênio, o que limitava o crescimento. Para que os mini cérebros tivessem um vida mais longa, os cientistas colocaram o mini cérebro em uma membrana porosa. Dessa forma, o organoide fica com uma metade mergulhada no líquido e a outra metade exposta ao ar livre, onde pode absorver oxigênio.

Os mini cérebros estão sendo estudados e analisados através de um microscópio. Os estudiosos pretendem entender melhor algumas doenças e problemas relacionados à conectividade neuronal. Eles buscam entender melhor doenças como o autismo, a depressão, demência e a esquizofrenia.

E você, imaginava que a ciência tinha capacidade de criar mini cérebros? Nos conte aqui nos comentários o que você acha desse tipo de experimento. Aproveita e compartilha a matéria com aquele seu amigo ou amiga que adora ciência. Se quiser ler outras matérias parecidas com esta, não deixe de acessar a nossa categoria "Ciência e Tecnologia". Lá você vai ficar por dentro de todas as novidades relacionadas ao tema.

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Via   iflscience  
Leticia Rocha
Jornalista e aprendiz de Dani Noce. No insta é ticia_rochaa
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