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Movimento por equidade propõe que mulheres ocupem 30% dos cargos de liderança até 2025

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Não precisa ir muito longe, para perceber como é grande a diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Basta olhar quantas mulheres você conhece em cargos de liderança, pois com certeza, será muito menor do que o número de homens. É claro que, hoje, estamos vivendo uma fase melhor, se comparado a anos atrás, quando as mulheres sequer poderiam trabalhar. Mas para a gente chegar a um nível de igualdade de gênero ainda falta um longo caminho a se percorrer. Mas felizmente, alguns setores da sociedade estão comprometidos com essa causa. E estão dispostos a tornar isso uma realidade não tão distante.

Exemplo disso é o Pacto Global, uma iniciativa da ONU, voltada para empresas, que lançou nesse mês, um movimento por igualdade no mercado de trabalho. Chamado Equidade é Prioridade, o movimento busca estabelecer metas de inclusão de mulheres do mercado de trabalho. As empresas participantes assinarão um compromisso que estabelece uma meta de contratação de 30% de mulheres para cargos de liderança, até 2025. E caso tenham interesse, a meta é de 50% até 2030.

O movimento

Empresária 600x353, Fatos Desconhecidos

Para os responsáveis pela iniciativa, revelar o potencial das mulheres pode ser muito benéfico, para todos os interessados. Resultando em impactos positivos que influenciam na produtividade da empresa e nos resultados financeiros. “Em posições de liderança, as mulheres são minoria. Conforme o cargo vai subindo, o número delas diminui. Por isso, esse movimento vem para ajudar as empresas a transformarem essa realidade”, afirma Gabriela Almeida. Ela que é assessora de direitos humanos da Rede Brasil do Pacto Global.

O movimento faz parte da Estratégia 2030 da Rede Brasil do Pacto Global, que visa cumprir objetivos de desenvolvimento sustentável. Junto a isso, está a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades de liderança. E isso envolve todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública.

Assim que uma empresa assume esse compromisso, ela deverá realizar uma avaliação na Ferramenta de Análise de Lacunas de Gênero dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs). Essa que é uma plataforma online, gratuita e confidencial, que tem o intuito de ajudar as empresas a avaliar suas políticas e programas relacionados à atuação feminina.

“Esse programa vai ajudar as empresas a entenderem as barreiras que dificultam a igualdade de gênero. Haverá um acompanhamento anual para que, em 2025, possamos verificar o avanço de cada uma delas”, explica Almeida.

Mulheres no mercado de trabalho

Mercado De Trabalho 600x401, Fatos Desconhecidos

Segundo a pesquisa internacional Mulheres nos Negócios de 2017, apenas 16% dos cargos de CEO e diretoria executiva no Brasil eram exercidos por mulheres. Outro estudo, esse de 2018, mostrou que apenas 3% dos CEOs do mundo são mulheres. Uma discrepância inegável.

Estimativas futuras, sugerem que se nada for feito a respeito, seria necessário 257 anos para resolver a questão de desigualdade de gênero no mundo. A Organização Internacional do Trabalho afirma que reduzir as desigualdades em 25%, até 2025, poderia gerar US$ 5,8 trilhões à economia global. Além de aumentar as receitas fiscais. No Brasil, o efeito disso seria um aumento de até R$ 382 bilhões e 3,3% no PIB. Ou seja, todo mundo só teria a ganhar com isso.

“A expectativa do movimento é que a gente consiga mobilizar diversos setores e garantir resultados favoráveis” diz Almeida.

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