Curiosidades

Mulher recebe prótese biônica revolucionária depois de amputação de braço

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Os avanços da tecnologia mudaram vários aspectos do nosso dia a dia. Assim, várias pessoas estão interessadas em usá-los para fazer a diferença na sociedade, como por exemplo, ajudar pessoas que por alguma razão não têm ou perderam um membro a colocarem uma prótese no lugar.

Esse é o caso de Karin, uma mulher que perdeu o braço direito em um acidente agrícola mais de 20 anos atrás. Desde que o acidente aconteceu, ela lida todos os dias com dores bem intensas em seu membro fantasma. E as próteses convencionais não a ajudavam porque eram desconfortáveis e não tão confiáveis.

Contudo, a vida dela mudou totalmente quando ela recebeu uma prótese biônica extremamente inovadora. Ela foi feita por uma equipe multidisciplinar de engenheiros e cirurgiões e dá à mulher uma funcionalidade bem maior, o que por sua vez faz com que a vida dela seja muito mais confortável.

Criação da prótese

Olhar digital

O projeto de criação da prótese conseguiu superar os desafios da anexação mecânica e também de um controle confiável. Justamente por isso que ela é um marco no campo das reconstruções de extremidades avançadas.

Ela funciona com uma interface humano-máquina, sendo ligada ao esqueleto da mulher através de osseointegração. Isso também faz com que seja possível uma conexão elétrica com o sistema nervoso por meio dos eletrodos implantados nos nervos e músculos de Karin.

As dores que a mulher tinha também diminuíram depois que ela colocou a prótese por conta da abordagem técnica integrada feita na cirurgia para a implantação. Com isso, Karin usa os mesmos recursos neurais para controlar a prótese que usava para controlar sua mão biológica.

Sucesso

O sucesso dessa prótese biônica está na conexão esquelética via osseointegração. Isso porque nela, o tecido ósseo acaba se fundindo ao titânio, o que cria uma conexão mecânica sólida e confiável.

Além disso, a tecnologia usada é uma combinação da osseointegração, cirurgia reconstrutiva, eletrodos implantados e inteligência artificial. Por mais que ela seja uma combinação pioneira, ela já está ajudando na restauração de funções humanas nos pacientes, como no caso de Karin.

Até agora, Karin foi a primeira pessoa que recebeu uma prótese de mão biônica nesse nível de amputação. E ela já usa a prótese há anos de uma maneira eficaz e confiável, o que lhe possibilita fazer atividades do dia a dia. Tudo isso mostra como essa inovação melhorou a qualidade de vida dela.

Quem financiou esse projeto foi a Comissão Europeia, tendo como resultado próteses que podem impactar de forma significativa a vida de várias pessoas. E além de ter as técnicas melhoradas, a empresa que criou essa prótese biônica também teve um esforço em fazer com que ela fosse esteticamente personalizável. Isso foi pensado para que quem as usasse se sentisse orgulhoso em estar usando uma prótese.

Essa tecnologia já mostrou o avanço que fez no campo das reconstruções de extremidades avançadas e, nos próximos anos, ela tem tudo para continuar crescendo e evoluindo.

Necessidade

G1

Não é somente Karin que precisava de um prótese. Várias outras pessoas ao redor do mundo também usam partes do corpo construídas. Contudo, nem todos tiveram acesso a essa tecnologia biônica. Mas isso não quer dizer que eles não estejam felizes.

Vejamos, por exemplo, o caso caso desse menino de cinco anos que nasceu sem a mão esquerda por conta de uma malformação. Ano passado, ele ganhou uma prótese com estampa do seu super herói preferido, o Capitão América.

O menino é Raphael George Batista, que é morador de Arniqueira, no Distrito Federal. A prótese foi doada a ele através de um projeto do Centro Universitário IESB, que imprime, monta e distribui próteses de mãos em 3D para pessoas com deficiência.

Quando Rapha experimentou a prótese, ele conseguiu abrir e fechar os dedos do dispositivo. Além, é claro, de ficar muito feliz e com um grande sorriso no rosto. “Vou poder escalar nos brinquedos de corda, vai me ajudar a andar de bicicleta, a andar nos escorregadores com as duas mãos, a pegar as coisas”, disse o menino.

O objetivo da prótese dada a Rapha é ajudar em sua coordenação motora e em alguns dos seus movimentos. Além da felicidade do menino, o fonoaudiólogo Franklin George, pai dele, também ficou bastante emocionado com o presente do filho.

“Facilita pra ele pra abrir uma porta e segurar um objeto que precise das duas mãos, por exemplo. Quando o filho é agraciado com alguma coisa assim, a gente fica bem feliz”, disse o pai de Rapha.

A prótese que Rapha está usando agora foi feita de um tipo de plástico biodegradável. Por isso, toda sua produção custou 45 reais e levou ao todo 30 horas para ficar pronta.

A confecção dessas próteses é uma inciativa do projeto e-NABLE, uma parceria com estudantes e professores do Iesb, que montam e entregam próteses de graça para pessoas com deficiência. Embora a entrega seja de graça, a prótese tem que ser prescrita por um profissional de saúde. Além disso, seu uso precisa ser acompanhado por um responsável da área de reabilitação.

“Só com a prescrição da prótese é iniciado o processo de modelagem e impressão do dispositivo de acordo com as medidas do paciente e necessidades de adaptação. Também é feita uma avaliação junto da família e com o futuro usuário, explicando como é feito o uso, indicando as possibilidades e as limitações”, explicou Larissa Cayres, coordenadora dos projetos de prótese em 3D do IESB.

Fonte: Olhar digital, G1

Imagens: Olhar digital, G1, YouTube

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