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O bizarro caso da Senhora das Dunas

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Existem diversos casos de assassinatos e desaparecimentos que intrigam as pessoas há anos. Um dos mais intrigantes é, sem sombra de dúvidas, o da Senhora das Dunas. Há 46 anos, a cena de um crime foi descoberta nas dunas de areia nos arredores de Provincetown, no estado americano de Massachusetts. Foi encontrado o corpo de uma mulher e isso aterrorizou os moradores e as autoridades locais. Até hoje, continua sendo um dos crimes não solucionados mais chocantes não apenas do estado, mas de todo o território dos Estados Unidos.

O corpo que encontraram era de uma mulher jovem, que as autoridades acreditaram ter sido brutalmente assassinada. De fato, na tentativa de esconder a identidade, a pessoa ou grupo que cometeu o crime se certificou de que o corpo da jovem disse selvagemente mutilado. Até hoje, a identidade do corpo permanece desconhecida, de modo que a vítima desse crime absurdo e brutal passou a ser conhecida apenas como “Senhora das Dunas”. Até hoje, quando comentado, o caso consegue deixar diversas pessoas intrigadas.

A descoberta da “Senhora das Dunas”

O caso começou na tarde do dia 26 de julho de 1974, quando uma adolescente passeava nas dunas remotas com o seu cachorro. O lugar ficava nos arredores da região de Race Point, litoral de Provincetown. Na ocasião, a jovem se deparou com o corpo já em decomposição e rapidamente alertou a polícia. O corpo da vítima foi encontrado junto com uma toalha de praia na cor verde. O lado esquerdo do seu crânio havia sido esmagado. No entanto, nenhuma arma usada no crime ou impressões digitais foram encontradas no local.

De forma curiosa, mais chocante do que o próprio assassinato, eram as ações que o assassino havia tomado para não dar chances de a polícia identificar a vítima. As mãos da mulher estavam faltando, assim como alguns dentes, sem contar que sua cabeça estava desfigurada. Não havia qualquer sinal de luta e nenhum vestígio de droga foi encontrado em seus órgãos. Por meio de uma análise mais profunda, a polícia passou a acreditar que o corpo da jovem estava na área remota, entre um período de dez dias a três semanas.

Por conta de todos esses fatores, o corpo encontrado não tinha nenhum detalhe que pudesse  facilitar a identificação. Tudo o que a polícia conseguiu coletar no local se resumia a um elástico de borracha nos seus cabelos ruivos, calças jeans dobradas e uma bandana azul sobre a qual a cabeça da vítima estava apoiada. De forma geral, era um cena bastante perturbadora, que aterrorizou a cidade.

A investigação

Após a descoberta do corpo, diversos policiais começaram a vasculhar a área ao redor do crime, mas não encontraram pistas. Após procurar por parentes ou pessoas que haviam visto a mulher antes da morte, a polícia conseguiu obter descrições vagas. A mulher, supostamente, tinha entre 20 e 40 anos, pesava 65 quilos e tinha um corpo atlético. Era ruiva e tinha unhas dos pés e mãos pintadas de rosa. No entanto, além dessas características físicas básicas, não havia pistas a seguir.

Os policiais começaram a combinar a descrição com a de milhares de pessoas desaparecidas em todo o país. Mas foi em vão, visto que não conseguiram obter resultados satisfatórios. Além disso, encontraram os donos de todos os veículos especialmente projetados para andar nas areias da região, bem como veículos que haviam visitado as dunas nas semanas anteriores à descoberta da vítima.

No dia 19 de outubro de 1974, a vítima não identificada foi finalmente enterrada no Cemitério de São Pedro em Provincetown com uma placa que dizia “corpo feminino não identificado encontrado nas dunas no dia 26 de julho de 1974”. O que mais intrigava as autoridades era o fato de nenhum familiar ou amigo se apresentar à procura da vítima. Após a primeira exumação do corpo, em 1980, não ter revelado nada, o caso foi abandonado por falta de evidências necessárias para continuar com a investigação.

Suspeitos

Nos anos seguintes à descoberta, a polícia encontrou poucos suspeitos. Nenhum deles foi acusado ou até mesmo profundamente investigado. Existiam alguns rumores de que um famoso local chamado Whitey Bulger poderia estar envolvido no caso, pois alguns relatos indicavam uma mulher parecida com a recriação da vítima ter sido vista com ele. Além disso, o mafioso era conhecido por remover os dentes de suas vítimas.

De forma curiosa, houve ainda uma confissão com relação ao caso. O assassino em série Hadden Clark chegou a confessar o homicídio, mas a polícia acreditava que isso não passava de uma falsa declaração, visto que Clark já era bastante conhecido por ser um grande mentiroso. De fato, Hadden Clark sofria de esquizofrenia paranoica, condição que já levou diversos criminosos, com a mesma doença, a confessar crimes que não cometeram.

Caso sem solução

Mais de quarente anos após encontrarem o corpo, o caso ainda permanece sem solução. No fim, o misterioso caso da Senhora das Dunas tornou-se uma história criminal triste e muito intrigante. No entanto, embora não tenha sido resolvido, isso quer dizer que o caso não tenha tido sua parcela de teorias e rumores. Infelizmente, conforme passam os dias e anos, mais difícil fica encontrar novas pistas, sem falar que as teorias envolvendo o caso são muito vagas. Com isso, a história da Senhora das Dunas continua a instigar a imaginação das pessoas, mesmo que as esperanças de encontrar a verdadeira identidade sejam mínimas.

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