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O caso do ônibus 174

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Em 2019, um sequestro de um ônibus em uma terça-feira de manhã, na Ponte Rio-Niterói, relembrou os moradores cariocas de um caso semelhante, mas que acabou de uma forma ainda pior. Na primeira ocasião, o sequestrador foi morto e todos os 39 reféns foram libertados sem ferimentos. Porém, no segundo caso, do ônibus 174, tiveram mais mortes.

Há 22 anos, no dia 12 de junho de 2000, exatamente às 14h20, Sandro Barbosa do Nascimento sequestrou o ônibus 174. O veículo tinha saído da PUC-Rio e estava na Rua Jardim Botânico. Assim, ele fez 10 reféns.

Enquanto estava no ponto de ônibus, ele deu o sinal e entrou no veículo vestindo uma bermuda, camiseta e com um revólver 38 à mostra, já dando o comando para que todos ficassem quietos. Sandro então pulou a catraca e se sentou perto de uma das janelas.

Demorou 20 minutos para que um passageiro conseguisse comunicar com uma viatura da polícia que estava passando na rua. Logo em seguida, o ônibus foi interceptado por dois oficiais. Assim, foi nesse momento que algumas pessoas conseguiram escapar, sendo elas o motorista, cobrador e alguns passageiros. Mas, 10 ainda ficaram reféns.

Reféns

Ônibus 174

Divulgação

A maior parte dos reféns mantidos por Sandro eram mulheres e, a primeira a virar alvo foi Luciana Carvalho. Dessa forma, a mulher foi levada até a frente do ônibus e foi obrigada a dirigi-lo. Em seguida, Sandro atirou contra o vidro do coletivo, com o intuito de amedrontar os fotógrafos e cinegrafistas presentes.

Um estudante de administração, Willians de Moura, foi o primeiro a ser solto. Agora, sobravam somente mulheres. Posteriormente, Janaína Neves foi forçada a escrever recados na janela do ônibus usando batom com frases como “Ela vai matar geral às seis horas”.

Janaína também passou por um dos momentos mais tensos de todo o sequestro, quando Sandro a cobriu com um lençol e disse que iria efetuar disparos contra a a jovem ao final de sua contagem de 100. Então, quando acabou a contagem, ele fez com que a mulher abaixasse e fingiu atirar contra ela, tudo para ameaçar a polícia.

Agonia eterna

Tudo que ocorreu estava sendo transmitido nos jornais nacionais, sendo que Sandro estava usando as imagens para ameaçar e aterrorizar cada vez mais todos os espectadores. Outra refém que foi liberada foi Damiana Nascimento Souza, de 40 anos, que teve um derrame. Dessa forma, a mulher já havia tido outros dois AVCs e ficou com várias sequelas depois do terceiro, durante o sequestro.

Depois de mais de quatro longas horas de negociação, com as imagens sendo transmitidas ao vivo na televisão, um policial do Batalhão de Operações Especiais fez disparos quando viu o sequestrador deixar o ônibus. No caso, Sandro estava com uma arma apontada para a cabeça de uma refém, Geiza Gonçalves, professora que estava grávida de dois meses.

Com essa ação, Geiza acabou sendo baleada também e faleceu. Já Sandro não, e foi colocado em um carro da polícia, falecendo antes mesmo de chegar ao hospital. Segundo as investigações, o homem foi asfixiado por PMs.

Sendo assim, esse caso estava ligado a outro, a chacina da Candelária, que ocorreu em 1993, com o sequestrador sendo um dos sobreviventes. O caso do ônibus 174 foi até transformado em filme, nas produções “Ônibus 174”, de José Padilha, e “Última parada 174”, de Bruno Barreto.

Fonte: G1

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