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O dia em que um braço humano foi encontrado dentro de um aquário de tubarões

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      04/02/19 às 18h45

Em 1935, um tubarão-tigre que estava em exibição em um aquário na Austrália, vomitou um braço humano. O fato deixou muita gente espantada, uma vez que o tubarão não havia atacado ninguém. Não existia uma pessoa ferida para justificar o que estava acontecendo ali, bem diante dos olhos das pessoas.

O tubarão-tigre, de aproximadamente 6 metros, foi capturado em abril daquele ano na praia de Coogee, em Sydney, por um pescador local chamado Bert Hobson. O tubarão havia se enroscado na linha de pesca de Hobson. O animal foi então levado para o Coogee Aquarium e Swimming Baths, que era administrado pelo irmão de Hobson.

O vômito do tubarão

Depois de alguns dias no local, o tubarão começou a demonstrar um comportamento irregular. Ele se debatia nas paredes do tanque e nadava em círculos. Ele então foi até o fundo do aquário para então vomitar diversas coisas. Segundo um repórter, que estava cobrindo a nova atração do lugar, uma espuma marrom fétida começou a sair de sua boca.

Um pássaro, um rato, muita sujeira e um braço humano. Depois de algum tempo e de muito esforço, foi tudo o que o tubarão conseguiu colocar para fora. Um pedaço de corda estava amarrado em volta do braço humano que flutuou até a superfície do reservatório. Então, a polícia local e médicos legistas foram acionados para examinarem o braço.

Segundo o que foi apurado pela equipe médica e policial, o braço não havia sido mordido. Não havia marcas de dentes em lugar nenhum. O membro havia sido arrancado do corpo de alguém por meio de um objeto cortante, como uma faca ou lâmina. Assim, a polícia deu início a uma investigação de homicídio.

Eles permitiram que um jornal local publicasse uma foto do membro, que continha uma tatuagem no bíceps, na esperança de que alguém pudesse reconhecê-lo e apresentar alguma informação relevante. A tatuagem consistia na imagem de dois pugilistas se enfrentando. Um homem identificou o membro como sendo de seu irmão, James Smith, um criminoso que havia desaparecido há algumas semanas.

As investigações

Informações foram reunidas a respeito do paradeiro de Smith. A última vez que ele havia sido visto foi em um hotel, bebendo e jogando dominó com seu amigo, Patrick Brady, que possuía condenações por falsificação. Rapidamente, Brady se tornou um suspeito da polícia. De acordo com relatos de um motorista de táxi, Brady - que ao entrar no taxi aparentava estar nervoso e com os cabelos bagunçados - fez uma corrida até a casa de Reginald Lloyd Holmes.

Holmes era um grande empresário, mas também estava envolvido no submundo dos crimes de Sydney. Os detetives da investigação descobriram que Smith e Brady já haviam trabalhado para Holmes. Além de que, depois de uma briga, um homem havia assassinado Smith. Ambos foram levados para interrogatório, mas se recusaram a cooperar.

Quando liberados, Holmes tentou se matar com um tiro na cabeça, mas ele acabou apenas se ferindo. Pessoas haviam chamado a polícia, que levou Holmes ao hospital. Depois que se recuperou, ele se explicou. O homem disse que a tentativa de suicídio teria ocorrido porque ele havia sido atacado e baleado em sua casa. Além de afirmar que Brady havia matado Smith em um cabana que alugava, desmembrado seu corpo e jogado a maior parte no mar dentro de um baú.

O braço de Smith foi mantido para ameaçar Holmes e arrancar dinheiro dele. Caso não pagasse, terminaria como Smith. Depois, Brady amarrou um peso ao braço e o jogou na água, onde foi engolido pelo tubarão. Holmes concordou em repetir tudo isso no tribunal, entretanto, cerca de dois dias antes do julgamento, ele foi assassinado a tiros em seu carro.

Com Holmes morto, as acusações contra Brady simplesmente se esvaíram. Seu advogado argumentou que as outras provas era circunstanciais e que um braço não era um corpo e, sem corpo, não havia homicídio. Afinal, James Smith poderia estar vivo em algum lugar sem um braço, conforme alegou a defesa de Brady.

O homem então foi libertado, mas preso novamente devido às suas acusações de falsificação.O assassinato de Smith nunca foi resolvido. O tubarão que vomitou seu braço foi morto e aberto, em busca dos restos mortais de Smith, porém, sem sucesso.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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