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O núcleo do nosso planeta possivelmente é “um planeta dentro da Terra”

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Sem dúvida, o núcleo da Terra ainda representa o local mais misterioso de todo o planeta. Isso porque não somos capazes de chegar até lá, fisicamente falando. Mas isso não impede que dados sejam colhidos, especialmente porque ainda há muito que precisamos entender.

É sabido que, sem o núcleo, não existira o campo magnético que nos protege e a vida no planeta seria bem diferente. Durante muitos anos, os cientistas tentaram descobrir como o núcleo se formou e se transformou com o passar do tempo. Essa dúvida sempre permeou o campo científico. Agora, uma equipe de pesquisadores, liderada pela Universidade de Utah e apoiada pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA, resolveu investigar mais a fundo.

Para isso, os pesquisadores usaram ferramentas especiais para conseguirem ouvir, monitorar e analisar tanto os estrondos como as ondas sísmicas dos terremotos, a fim de compreender o que existe dentro da Terra.

Por vários tempos era acreditado que o núcleo do planeta era uma bola sólida e uniforme. Contudo, um estudo recente feito pelo geólogo especializado Guanning Pang e pela sua equipe da Universidade de Cornell, comparou o núcleo com um papel de parede extenso e com texturas e formas diferentes. Isso deixou a visão de uma bola metálica perfeita de lado.

O estudo feito por Pang também mostrou que o núcleo não é o mesmo em todos os lugares. De acordo com Keith Koper, da Universidade de Utah, que teve um papel importante no estudo, ele está tentando analisar o núcleo mais de perto. “É um trabalho complicado, mas eles estão progredindo”, disse.

Uma ideia da origem

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Quando alguns países decidiram proibir as explorações nucleares, as Nações Unidas criaram, em 1996, um sistema especial. Ele tem ferramentas no mundo todo para conseguir detectar se alguém está fazendo um teste nuclear. Contudo, essa ferramenta também consegue captar outros movimentos e sons.

O ponto central dessa ferramenta é o Sistema de Monitoramento Internacional (IMS), que é composto de quatro sistemas para conseguir detectar explosões através de instrumentos de detecção avançados espalhados pelo mundo todo. O foco dele é impor uma proibição de detonações nucleares em todo o mundo, mas esses instrumentos também deram vários dados para os pesquisadores usarem na tentativa de descobrir o que está acontecendo dentro do nosso planeta, nos oceanos e na atmosfera.

O interior do planeta é bem mais difícil de ser estudado por não ser acessível diretamente. Por isso que as melhores ferramentas para fazer a detecção desse local são as ondas sísmicas dos terremotos que são propagadas da crosta fina da Terra e vibram através do manto rochoso e do núcleo metálico.

Descoberta sobre o núcleo

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Então, nos últimos anos, o laboratório de Koper está fazendo a análise da sensibilidade dos dados sísmicos ao núcleo interno. De acordo com um estudo anterior, que foi liderado por Pang, foram identificadas variações entre as rotações do planeta e do seu núcleo interno. Isso pode ter sido o que causou uma mudança na duração do dia entre 2001 e 2003.

“É como um planeta dentro de um planeta que tem sua própria rotação e está desacoplado por este grande oceano de ferro fundido. O campo protetor de energia magnética que envolve a Terra é criado pela convecção que ocorre dentro do núcleo externo líquido, que se estende 2.260 quilômetros acima do núcleo sólido”, disse Koper, professor de geologia que dirige as Estações Sismográficas.

O núcleo do planeta mede aproximadamente 3.480 quilômetros de diâmetro e é composto principalmente por ferro e um pouco de níquel, além de outros elementos. O núcleo externo permanece líquido e envolve o núcleo interno que é sólido.

Sem esse núcleo interno sólido, o campo magnético do planeta seria bem mais fraco e a superfície da Terra seria bombardeada com ventos solares e radiação que iriam destruir a atmosfera, consequentemente deixando a superfície inabitável.

No novo estudo, os pesquisadores usaram os dados sísmicos registrados por 20 conjuntos de sismômetros posicionados ao redor do mundo. Com isso, eles viram um efeito de dispersão relacionado com a ondas que penetram de forma profunda o núcleo.

“Nossa maior descoberta é que a falta de homogeneidade tende a ser mais forte quando se aprofunda. Em direção ao centro da Terra, tende a ser mais forte”, disse Pang.

“Achamos que esse tecido está relacionado à rapidez com que o núcleo interno estava crescendo. Há muito tempo, o núcleo interno cresceu muito rápido. Chegou a um equilíbrio e depois começou a crescer muito mais lentamente. Nem todo o ferro se tornou sólido, então algum ferro líquido poderia ficar preso no interior”, concluiu Koper.

Fonte: Tempo

Imagens:Tempo

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