Embora já seja um tanto quanto conhecida no mundo dos games, a narrativa de The Last of Us é tão cativante que acabou ganhando força em outras mídias. Só para ilustrar, podemos citar a HQ, The Last of Us: American Dreams, e o musical, The Last of Us: One Night Live. Assim como o jogo, ambas adaptações também foram bem recebidas crítica e publicamente. No entanto, a real surpresa aconteceu quando foi anunciado que a HBO desenvolveria uma série baseada em TLoU. A notícia começou a circular em março deste ano e, apesar de ser relativamente recente, trouxe informações que mostram um notável comprometimento da HBO com esse projeto. Logo no início fomos informados que Craig Mazin, mente por trás da aclamada Chernobyl, estaria encarregado por essa produção. Além disso, Neil Druckmann, diretor e roteirista dos jogos, supervisionará diretamente o desenvolvimento da série.

Visto que The Last of Us, juntamente com God of War, é um dos carros-chefes da Sony Interactive Entertainment foi estranho a Sony Pictures ter optado por essa parceria com a WarnerMedia ao invés de investir em um projeto solo. No entanto, não somos nós que vamos reclamar. No quesito séries televisivas, a HBO está anos luz à frente da Sony em vários quesitos. Portanto, unindo a genialidade narrativa da Sony com a experiência qualitativa da HBO, temos um projeto com potencial para ser a próxima Game of Thrones. Aliás, é provavelmente isso que a emissora está em busca, um novo fenômeno em sua grade de programação. Ao passo que, recentemente, a Netflix conquistou a audiência com The Witcher, adaptações de videogames passarão por uma fase de ascensão nos próximos anos. Todavia, fazer isso de uma forma satisfatória não deixará de ser um desafio.

O que queremos ver (ou não) na série de The Last of Us

Assim como muito bem pontuado por Dan Peeke, do Screen Rant, a notícia de uma adaptação de TLoU polarizou opiniões. Enquanto, de um lado, muitos fãs ficaram entusiasmados com a ideia de expandir uma das melhores histórias já contadas; do outro, encontramos um público compreensivelmente cético. Pensando nisso, o SR listou características do jogo que a HBO precisa alterar na adaptação e elementos que devem ser mantidos.

O que gostaríamos que fosse mantido para respeitar a essência da narrativa e seus personagens:

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Representatividade LGBT: Esse é um elemento importante na vida de Ellie e não deve ser deixado de fora. Felizmente, um dos co-criadores do programa garantiu em seu Twitter que "essa parte essencial da personalidade de Ellie não será esquecida".

Ênfase na furtividade: apesar da TV se beneficiar com cenas de ação estrondosas e movimentadas, a discrição é parte fundamental do universo de The Last of Us. Então, é preciso focar no modo furtivo.

A curiosidade em relação ao mundo pré-apocalíptico: Ellie não faz ideia de como era o mundo "real" e esse seu fascínio por essa realidade desconhecida seria um tópico interessante a ser abordado na série.

A cena de abertura: não é exagero dizer que TLoU tem um dos melhores enredos na história dos videogames. Então, iniciar a série com a cena responsável por apresentar a comovente morte de Sarah seria uma boa forma de preparar o público para as futuras experiências de Joel.

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A sazonalidade dos eventos: a jogabilidade de TLoU é dividida em diferentes temporadas. Isso serve para marcar não apenas a mudança de cenário mas alterações de tom, humor e missão. Sem dúvidas, seria proveitoso para a HBO dividir suas levas de episódios da mesma forma.

Coisas que deveriam ser alteradas para melhorar a experiência do espectador:

Modo de Escuta: embora seja extremamente útil no combate furtivo, esse recurso poderia parecer sobrenatural na adaptação, prejudicando o enredo.

Tipos de Infectados: em TLoU existem estágios de infecção responsáveis por alterar a periculosidade dos infectados. Todavia, não há muitas características que os diferenciem. Logo, seria interessante se a HBO investisse em tipos mais diversos de ameaças para adicionar dinâmica à narrativa.

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Adição de personagens: visto que o foco principal da narrativa é o relacionamento de Joel e Ellie, não há muitos personagens de apoio. Ao passo que uma série de TV geralmente conta com um elenco variado, pode ser necessário criar alguns personagens para integrarem a história.

Adição de localidades: embora TLoU tenha um final, se a série de TV for um sucesso, ela pode ser indefinidamente estendida. Então, pode ser que testemunhemos a adição de novos locais.
A cena final: enquanto a cena de abertura deve permanecer intacta, a cena final não oferece muitos desfechos. Portanto, a HBO terá de trabalhar nesse quesito para não deixar pontas soltas.

E então, quais suas expectativas em torno dessa adaptação? Tem mais alguma ressalva além dos tópicos que apontamos? Algum detalhe do jogo que não pode ficar de fora? Quem você gostaria que fosse escalado para viver os personagens? Já jogou The Last of Us 2? Compartilhe sua opinião com a gente.

Publicado em: 23/07/20 11h25