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O que matou os construtores de Stonehenge? Ciência está perto da resposta

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Grande parte das pessoas já ouviu falar de Stonehenge. Ela é uma estrutura composta, formada por alguns círculos concêntricos de pedras. Alguns deles chegam a medir 5 metros de altura e seu peso pode ultrapassar 40 toneladas. Tema de alguns documentários, músicas e demais produções, o Stonehenge é mundialmente famoso e está localizado no Reino Unido, na Europa.

Esse monumento tem muita coisa mística ao seu redor e sobre o seu real propósito. Tanto é que várias hipóteses já foram levantadas, até mesmo a de que quem o teria construído seriam alienígenas. Contudo, essa não é a realidade. Mesmo assim, esse monumento ainda tem muitos mistérios que o circundam.

Justamente por isso que de tempos em tempos algumas coisas sobre Stonehenge são reveladas, como por exemplo, essa feita por Pooja Swali, do Instituto Crick. Ela extraiu da polpa dentária de três indivíduos a bactéria Yersinia pestis, que causa a peste negra. Essas pessoas foram sepultadas há aproximadamente quatro mil anos, sendo duas em Somerset e outra em Cumbria.

A descoberta é importante não apenas por ser a evidência mais antiga da peste negra na Inglaterra, mas também por ser um achado fundamental no mistério do motivo pelo qual as pessoas que levaram a agricultura para as Ilhas Britânicas desapareceram logo depois de construírem Stonehenge.

Essas pessoas vieram da Anatólia, que atualmente é a Turquia. Há aproximadamente entre cinco mil e 4.500 anos, eles construíram o monumento de Stonehenge. Contudo, logo depois eles desapareceram de forma misteriosa e deram lugar a uma outra população, de pessoas mais altas, com pele mais clara e que tinham um estilo de vida pastoral e nômade. Eles eram pastores de estepe que estavam indo para o oeste e trouxeram com eles os cavalos e vagões, que eram tecnologias avançadas para a época.

Desaparecimento

O tempo

É sempre bastante curioso pensar em como uma população que acabou de chegar em um local conseguiu substituir uma outra sociedade já estabelecida. A primeira coisa que vem à mente é através da violência. E ela realmente pode ter acontecido, mas o que pode ter ajudado de fato nesse ponto foi a peste.

Na visão de David Reich, um geneticista americano, uma pandemia de peste pré-histórica pode ter sido o fator principal para o sumiço dos construtores de Stonehenge.

De acordo com as evidências, aproximadamente cinco mil anos atrás aconteceu um declínio populacional massivo, tendo uma queda de até 60%. Mesmo que não se possa afirmar com certeza, a bactéria Yersinia pestis é o principal suspeito.

Com isso, a nova população que foi para Stonehenge não levou somente cavalos e vagões, eles levaram ferramentas de metal e a cerâmica do Vaso de Sino. Com isso, eles começaram a conhecida Idade do Bronze e deixaram sua marca na história.

Além disso, como eles foram a última onda significativa de pessoas migrando para a Europa, eles também são responsáveis pela maior parte da ancestralidade do norte da Europa. Para se ter uma ideia, essa população representa quase metade do material genético das Ilhas Britânicas.

Stonehenge

Toda matéria

Além do que aconteceu com os construtores do monumento, existem outras dúvidas que pairam sobre Stonehenge, como por exemplo, como ele foi construído? Qual a sua finalidade? E de onde vieram essas rochas de arenito?

Nem todas essas perguntas podem ter respostas. Mas a última conseguiu finalmente ser respondida, depois que um estudo foi publicado em 2020. Ele descobriu que a maioria das pedras gigantes, que são conhecidas como sarsens, tem uma origem comum a 25 quilômetros de West Woods, área que é cheia de atividades pré-históricas.

Essa descoberta reforça a teoria de que esses megálitos foram levados para Stonehenge na mesma época, que foi feito por volta de 2.500 a.C. Essa foi a segunda fase de construção do monumento que, por sua vez, poderia ser um sinal de que os construtores eram uma sociedade bastante organizada.

Outra coisa que a descoberta fez foi contradizer a sugestão anterior de que um grande sarsen, a Pedra do Calcanhar, tinha vindo da vizinhança imediata do lugar e tinha sido erguido antes das outras pedras.

O autor principal do estudo é David Nash, professor de geografia física da Universidade de Brighton. Segundo o pesquisador, ele e sua equipe tiveram que criar uma nova técnica para analisarem os sarsens.

Primeiro, eles usaram raios-X portáteis para conseguir analisar a composição química das rochas, que são 99% de sílica, mas tem vestígios de vários outros elementos. “Isso nos mostrou que a maioria das pedras tem uma química comum. O que nos levou a identificar que estamos procurando uma fonte principal aqui”, disse Nash.

Depois disso, eles examinaram duas amostras principais de uma das pedras conseguidas durante os trabalhos de restauração em 1958, mas que tinham desaparecido e ressurgiram em 2018 e 2019. A análise dessas duas amostras foi mais sofisticada feita com um dispositivo de espectrometria de massa. Ele detecta uma variedade maior de elementos com uma precisão maior.

A assinatura do resultado foi comparada com 20 locais possíveis de origem dessas rochas sedimentares. Dessas, West Wood é a que mais se aproxima. E somente o filósofo inglês John Aubrey, do século XVII, tinha postulado uma ligação entre “Overton Wood”, provavelmente o nome antigo de West Wood, e Stonehenge.

Fonte: Mistérios do mundo, Mais conhecer

Imagens: O tempo, Toda matéria

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