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Oceanos podem ficar sem peixes até 2048

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Com o passar dos anos, o planeta vem sofrendo com o aumento da poluição e mudanças em ecossistemas causadas pelo ser humano. E tanto os animais, quanto os homens, vêm enfrentando as consequências. As estatísticas da poluição são alarmantes. O ser humano é, por si só, um animal cheio de manias nojentas e que costuma poluir o habitat de outros seres vivos, sem pensar nas consequências que isso pode gerar e como essa poluição pode voltar e prejudicá-lo.

E as pegadas, deixadas pela humanidade, não desaparecem facilmente. Como mostra o documentário da Netflix, “Seaspiracy”. A produção expõe o lado negro da indústria pesqueira e tem causado muita polêmica desde que estreou. Uma  das afirmações mais chocantes do documentário é que, por conta da pesca, todos os peixes do mar terão desaparecido em 2048.

Afirmação

Para saber se essa afirmação realmente é verdade, oito especialistas em ciências pesqueiras, ciência  marinhas e ecologia foram consultados. Desses, sete responderam que é “extremamente improvável”.

De acordo com Ali Tabrizi, diretor e narrador do documentário, “se as tendências atuais da pesca continuarem, veremos oceanos praticamente vazios até o ano 2048″. A afirmação foi repetida em vários sites de notícias desde a primeira vez em que ela foi feita em2 006. Mas de onde essa afirmação vem?

Ela veio de um artigo publicado por Boris Worm e seus colegas, em 2006. No artigo, eles analisavam o declínio das populações e espécies marinhas. Com isso, eles descobriram que a perda da biodiversidade marinha tem grandes efeitos no ecossistema.

E em uma frase no parágrafo final eles dizem que “a tendência atual é de grande preocupação porque projeta o colapso global de todas as taxas atualmente pescadas em meados do século XXI”.

Contestação

Contudo, Michael Melnychuk, especialista em ciências pesqueiras da Universidade de Washington, mostra alguns problemas dessa previsão feita em 2006. De acordo com ele, “as definições de ‘colapso’ pelos autores são baseadas em dados de captura, mas estes não refletem necessariamente a abundância das populações de peixes”.

Além disso, Melnychuk destaca que o método que os autores usaram para extrapolar os dados para o futuro não era realista.

O especialista em oceanografia da Maine University, Robert Steneck, também destacou que “três anos após a publicação inicial  Worm apontou que muitos estoques de peixes estão se reconstruindo globalmente”.

Além desses dois especialistas, também tiveram várias publicações científicas criticando fortemente essa previsão de 2048 pelas mesmas razões destacadas por Melnychuk. Mas infelizmente a afirmação permaneceu circulando.

E Melnychuk diz que a previsão para 2048 é imprecisa porque “ela assume que nossas mãos estão atadas e essas tendências continuarão indefinidamente”.

Perigo

Entretanto, todos os especialistas concordam com o documentário que a sobrepesca é um problema  muito sério. E o especialista em Ciências da Pesca da Universidade da Flórida, Holden Harris, diz que “hoje, é provável que 1/3 dos estoques de peixes do mundo estejam super explorados ou esgotados. Este é certamente um problema que merece uma preocupação generalizada”.

E Alec Christie, especialista em biologia marinha da Universidade de Cambridge, continua dizendo que “todos concordamos que sua mensagem sobre os danos ecológicos da pesca industrial é uma questão urgente, mas precisamos apresentar fatos, não ficção, e nos unir, construir consenso e usar argumentos racionais para convencer as pessoas a mudança”.

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