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Odette Hallowes, a dona de casa que foi uma grande espiã durante a 2° Guerra Mundial

POR Jesus Galvão    EM História      01/07/19 às 17h17

Muitas pessoas que já estudaram sobre a Segunda Guerra Mundial e, facilmente, citariam o nome de três espiões de guerra condecorados. Dusko Popov, responsável por informar o FBI sobre o ataque a Pearl Harbor e inspiração para a criação do personagem James Bond. Também Juan Pujol, que enganou os alemães com uma rede fictícia de 15 agentes. E até, Roman Garby-Czerniawski, agente duplo polonês, igualmente famoso neste período.

Cada um deles desempenhou um papel fundamental para enganar os alemães sobre o dia D. Todos eles foram premiados com a Excelentíssima Ordem do Império Britânico. Tanto Czerniawski quanto Popov como oficiais. Já Pujol, como um membro. Porém, seus feitos acabam sendo ofuscados se colocados perto dos de uma espiã chamada Odette Sansom Hallowes, cujo codinome era Lise.

Hallowes não apenas foi premiada com a Ordem do Império Britânico, mas também com a mais alta condecoração da França, a Ordem Nacional da Legião de Honra. Ela também recebeu a Cruz de Jorge, a mais alta condecoração civil do Reino Unido. Além de outras cinco medalhas.

Sabe-se que mensageiros operando na França ocupada pelos nazistas tinham a segunda maior taxa de mortalidade aliada da guerra. Porém, Hallowes enfrentou todos os perigos e executou perfeitamente seu trabalho. Ela era mensageira do circuito SPINDLE da Special Operations Executive (SOE), uma empresa secreta de sabotagem, que recebeu como missão de Winston Churchill "incendiar a Europa".

Para muitos, a espiã era uma pessoa completamente comum. Hallowes era esposa, mãe de três filhos, não bebia ou fumava. Na verdade, ela sequer fala um palavrão. Entretanto, ela escondia incríveis habilidades como uma assassina profissional. Ela não temia ser presa, passar por interrogatórios ou sofrer torturas. Ela sequer temia confrontar generais ou comandantes alemães.

Assim como outros membros da SOE, Hallowes se inscreveu para trabalhar durante a guerra, já sabendo que a prisão era quase uma consequência. Três agentes cobriam os circuitos de espionagem executados pela equipe da SOE. Eram eles o líder do circuito, o correio e o operador de rádio. Eles trabalhavam em conjunto com agentes locais da Resistência Francesa para sabotar trens, balsas, pontes e depósitos de suprimentos alemães.

O perigo era iminente por todos os cantos do país. Soldados da Wehrmacht, a polícia de Vichy, agentes da Abwehr e da Gestapo eram facilmente encontrados em postos de controle, hotéis, cafés, trens e até mesmo bordéis. Ser pego com um rádio sem fio era um erro impagável. E como todos sabiam, a Gestapo não precisava mais do que um espião infiltrado para destruir todos os planos de espionagem.

Um policial disfarçado, o sargento Hugo Bleicher, conseguiu prender mais de cem agentes aliados. Incluindo Czerniawski e Sansom. Em 1941, a Abwehr o recrutou para perseguir espiões no sul da França. Região onde Hallowes e sua equipe operavam. Bleicher conseguiu prendê-la, bem como seu comandante, Peter Churchill. Ambos foram enviados para a prisão de Fresnes, em Paris.

Codinome LISE

Lá, na sede da Gestapo, foram interrogados. Enquanto Peter negou tudo, Hallowes fez o contrário. Ela teria dito aos alemães que, na verdade, ela era a líder da operação e que Peter era apenas um de seus subalternos. A Gestapo tentou arrancar mais informações da espiã. Ela passou fome e foi severamente torturada. Quando eles perceberam que ela não iria falar, eles a enviaram para o campo de concentração de Ravensbrück.

Ravensbrück era um campo de concentração feminino. Quando Hallowes chegou no local, ela foi imediatamente enviada para uma prisão subterrânea chamada "bunker". Por três meses e oito dias, ela foi mantida neste lugar. E mais uma vez, ficou sem comida. Tirando alguns minutos do dia, ela era mantida em completa escuridão. Seu corpo adquiriu feridas, e ela passou a sofrer de disenteria e escorbuto. Seu cabelo caia e ela começou a perder seus dentes, até que ela entrou em um semicoma.

Os médicos da enfermaria do campo de concentração aplicaram uma medicação em Hallowes para tirá-la desse princípio coma. Uma vez que recobrou sua consciência, ela novamente foi enviada para a cela. Muitos acreditam que a espiã ter sobrevivido a guerra só poderia ter acontecido por força de um verdadeiro milagre. Muitos de seus companheiros da SOE não contaram com o mesmo privilégio. Ela morreu em 1995, aos 82 anos de idade. Antes de morrer, a ex-espiã pediu para que as pessoas nunca esquecessem o trabalho feito por todos eles durante a guerra.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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