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Os usos mais cruéis dos animais nas guerras

POR Júlia Marreto    EM História      12/08/16 às 18h08

Aqui na Fatos Desconhecidos já falamos sobre as coisas mais terríveis que aconteceram durante as guerras, incluindo os experimentos científicos em humanos e animais. Veja 7 fatos perturbadores sobre atos médicos em períodos de guerras. Os animais também sofreram (e sofrem) muito nas mãos humanas, uma prova disso são esses 7 mais cruéis experimentos científicos feitos com animais.

Há mais ou menos um ano, teve-se a notícia de uma curiosa aparição de um livro do século XVI no qual eram descritos os usos de gatos e pombos como armas de guerra. As ilustrações que acompanhavam as narrativas mostravam a surpreendente imagem de um "gato foguete" e um "pombo foguete".

Uma cruel maneira de utilizar os animais como armas de ataque, algo que se havia cessado em épocas anteriores e que, também, foram utilizados durante as duas grandes Guerras Mundiais. É importante lembrarmos que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina àqueles que se identificarem. Conheça algumas táticas extremamente cruéis para os quais eram utilizados animais.

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Durante o século XVI o metre de artilharia Franz Helm, escreveu várias obras sobre armamentos e estratégias, dos quais apenas dois foram conservados. Em 1520, publicou um livro no qual fazia uma descrição completa do arsenal de armamento adequado para defesa. Também foram conservadas ilustrações que havi retirado de antigos livros de artefatos de guerras que ele havia resgatado por curiosidade.

Embora o livro tenha circulado como manuscrito, não fora publicado até 1625, com o título "Princípios de armamento, ou livro das munições de guerra e artilharia". Nesse livro existem curiosas ilustrações nas quais aparecem o chamado "gato-foguete". São representadas por gatos com algo que se parece um foguete (ou fogo de artifício) amarrado em suas costas, sendo lançado a um castelo ou área fortificada. Helm, descreve esse método como uma forma de incendiar um castelo ou uma cidade, na qual a utilização de outros métodos seria de difícil acesso.

De acordo com Helm, o ataque deveria ser feito com os gatos da própria cidade, amarrando o artefato ou jarra nas costas do animal, colocando fogo dentro desses aparatos, afim de que o animal, assustado, corresse para sua casa, dentro da cidade, ou qualquer outro lugar conhecido para se esconder, uma granja ou celeiro, assim, ateando fogo, causando pânico entre os habitantes.

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Especialistas descobriram que o manuscrito de Helm indica que, possivelmente, esse método não foi implantado pelo estrategista, dando a entender que ele apenas copiou essa velha tática descrita pelos antigos persas em suas lutas contra os egípcios, uma cultura que adorava os gatos, que preferiam se render a ver os animais sofrendo. Essa tática era uma ideia um tanto descabida para o século XVI, pois era difícil saber como os gatos iriam reagir, podendo incendiar o próprio acampamento no qual os torturadores estavam.

Outros experimentos

De qualquer forma, não há documentação conclusiva sobre o uso de animais como armas incendiárias para facilitar a tomada de cidades. Assim, a Bíblia relata como Sansão queimou os campos dos filisteus, amarrando tochas nas caudas de 300 raposas que, assustadas, correram queimando todos os campos por onde passavam. Em antigos escritos escandinavos e chineses também são descritos esse tipo de prática com gatos e pássaros, que os incendiários usavam para queimar celeiros e casas.

Na Primeira Guerra Mundial, os gatos foram usados para matar as centenas de ratos que enchiam as trincheiras, além de serem usados para detectar gases venenosos. Muitos animais morreram tanto na Primeira quanto na Segunda Guerra Mundial. Se calcula que mais ou menos oito milhões de cavalos morreram na Primeira Guerra. Gatos, cachorros, pombos, ratos e, até, golfinhos foram usados como mensageiros, espiões, detectores de bomba e resgatadores em ambos conflitos.

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Essa é uma triste e silenciosa história que pouquíssimas pessoas conhecem e que, inclusive, continuam ainda hoje, por causa dessa loucura dos homens, chamada guerra. Infelizmente não apenas em guerras, mas também em experimentos científicos, principalmente os de cosméticos. Será que já não é hora de pensarmos mais sobre o assunto?

Então pessoal, gostaram da matéria? Encontraram algum erro? Possuem dúvidas? Sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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Júlia Marreto
É a dona de um coração esculpido pela literatura e preenchido pelos bons vinhos de Baco. Guiada nas artes da vida por Ares, possui a discreta delicadeza de um elefante pulando carnaval numa loja de cristais! Movida diariamente pelo combustível da vida: o café, essa garota possui raízes profundas na poesia da vida. É muito séria, mas sabe brincar na hora certa. Ama os animais e detesta filme de terror. Apesar de cantar mal, canta com sentimento. E adora musicais! Sua principal tentativa desportiva é o baralho. Ela gosta mesmo é de coisas antigas, apaixonada pela vida e sonha com o universo. Instagram: , @juliamarreto
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