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Paranaense é o brasileiro mais velho a chegar ao topo do Monte Everest

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Entre o Tibet e o Nepal, existe o Monte Everest, o mais alto do mundo. Ele tem nada mais, nada menos, do que 8.844 metros de altitude, e pouco mais de 29 mil pés acima do nível do mar. O Monte foi escalado pela primeira vez em 1953, por Sir Edmund Hillary e Tenzing Norgay. Todos os anos, centenas de aventureiros, turistas e profissionais experientes tentam chegar ao topo da montanha mais alta do mundo.

Dentre eles, um paranaense se tornou o brasileiro mais velho a chegar ao cume do Everest. Claro que a emoção de chegar ao topo da montanha mais alta do mundo não sai da memória de Joel Kriger, de 68 anos.

“Nenhuma pessoa desiste do seu sonho. Nós somos brasileiros, nós estamos acostumados com altos e baixos, com problemas, etc, e a gente sempre sobrevive”, disse ele.

Homem

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Todo mundo sabe que escalar o Everest não é uma coisa fácil e nem uma das mais seguras. Por conta disso, as pessoas que desejam escalar o monte se preparam antes. No caso de Joel, antes de ele conseguir o feito, ele se preparou por 18 anos. Ele seguia uma rotina severa de treinos na academia.

“Ele é o único atleta que nós temos aqui, que tem a chave da academia porque ele chega antes do horário, a academia abre as 6h, e muitas vezes o Joel é visto aqui 4h30 no verão treinando natação”, contou Renato Ramalho, dono da academia.

A preparação antes da escalada tem que ser feita porque a capacidade respiratória e a força muscular são essenciais às condições extremas. Contudo, o treinamento no Brasil não é possível prever algumas situações que são vistas somente no Everest. Como por exemplo, resistir ao ar rarefeito, aos ventos de mais de 100 quilômetros por hora e também à temperatura de -50ºC.

Segundo Joel, quando ele estava perto dos seis mil metros de altura foi preciso ir fazendo aclimatação, ou seja, algumas pausas para o corpo ir se acostumando com o ar rarefeito do monte.

Caminho

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Ao todo, foram quatro acampamentos antes de chegar ao final. O último fica a 8.849 metros de altura na região conhecida como zona da morte. Nesse local, para evitar problemas de saúde, as pessoas usam oxigênio.

Até Joel chegar ao topo do Everest, o caminho foi longo. Até os 50 anos, o homem era sedentário, mas de passo em passo ele foi conquistando seu objetivo. Já no monte, foi mais de um mês subindo o Everest até chegar ao seu topo. A conquista foi feita na madrugada do dia 15 de maio.

“Cada montanha tem um símbolo, quando eu vi o totem do Everest aquilo dá uma sensação de ter conseguido aquilo que você se propôs. Eu não choro normalmente, né? Mas, chorei bastante”, lembrou ele.

Um outro paranaense, Waldemar Niclevicz, foi o primeiro brasileiro a chegar ao cume do Everest, em 1995, e parabenizou Joel pelo seu feito. “Ele tinha esse sonho, tinha esse propósito, colocou toda essa energia para realizar esse grande sonho e conseguiu. Ele nunca mais vai ser o mesmo. A emoção que ele está sentindo agora vai levar ele a aceitar novos desafios”, disse ele.

Conquista

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Depois da conquista, Joel voltará para casa, em Curitiba, na próxima semana. E claro que sua família está louca de saudade e de orgulho dele. “A gente só pode admirá-lo e aguardar que ano que vem, provavelmente, ele vá tentar o Canal da Mancha”, disse a esposa, Simone Kriger.

“A vida da gente tem muitas coisas que dão essa satisfação, mas chegar ao Everest foi um sucesso pessoal, que dependeu de esforço, que dependeu da compreensão da família. É mais uma etapa da minha vida que foi cumprida”, concluiu Joel.

Fonte: G1

Imagens: G1

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