Pesquisas revelam que pílula para prevenção do HIV pode ser 100% eficaz

POR A redação    EM Ciência e Tecnologia      09/09/15 às 14h47

Para quem não sabe, a Aids é uma doença que ataca o sistema imunológico devido à destruição dos glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). Ela é considerada um dos maiores problemas da atualidade pelo seu caráter pandêmico (ataca ao mesmo tempo muitas pessoas numa mesma região) e sua gravidade.

A infecção da Aids se dá pelo HIV, vírus que ataca as células do sistema imunológico, destruindo os glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). A falta desses linfócitos diminui a capacidade do organismo de se defender de doenças oportunistas, causadas por microorganismos que normalmente não são capazes de desencadear males em pessoas com sistema imune normal.

O HIV pode ser transmitido pelo sangue, esperma e secreção vaginal, pelo leite materno, ou transfusão de sangue contaminado. O portador do HIV, mesmo sem apresentar os sintomas da Aids, pode transmitir o vírus, por isso, a importância do uso de preservativo em todas as relações sexuais. Você pode conviver com uma pessoa portadora do HIV ou da Aids. Pode beijar, abraçar, dar carinho e compartilhar do mesmo espaço físico sem ter medo de pegar o vírus.

hiv-in-bloodMuitos sabem que a Aids não tem cura, mas alguns cientistas revelaram uma nova pílula para o tratamento: a pílula Truvada, ela é conhecida como uma profilaxia pré-exposição ao HIV. Ela foi aprovada pela Food and Drugs Administration (FDA), órgão semelhante à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em 2012.

É basicamente assim: quando o indivíduo é exposto ao vírus, dois medicamentos antirretrovirais, chamados de tenofovir e entricitabina, que estão dentro da pílula, agem para que o HIV não se torne uma infecção permanente. Mas apesar de ser aprovada, ela foi muito criticada por acreditarem que a pílula poderia dar uma falsa noção de segurança.

Os cientistas consideram a pílula como a nova "vacina" da doença que protege os usuários do HIV. Os pesquisadores concluíram que 657 homens gays ou bissexuais que tomavam o remédio há dois anos e meio. E, segundo os estudos, todos os pacientes tinham altas taxas de infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, muitos deles utilizaram drogas injetáveis ou diminuíram o uso do preservativo durante o tratamento.

truvada-2012-originalDe acordo com a pesquisa, não houve novas infecções pelo HIV entre os participantes deste grupo. No entanto, eles contraíram outras doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia, gonorreia e sífilis. O Truvada se provou particularmente eficaz nos testes na África Oriental: ele reduziu a incidência de HIV em 75% em pessoas com parceiros infectados. Em um teste anterior feito nos Estados Unidos a incidência de HIV caiu 44% em homens que mantinham relações com pessoas do mesmo sexo.  Será que a pílula é a solução para a epidemia?

A novidade agora foi a descoberta da eficácia dessa nova forma de usar a pílula: antes e depois do sexo. Os resultados ainda não são suficientes para mudar a forma da prescrição do medicamento, mas foram celebrada como um novo caminho para prevenir a Aids.

Apesar de comemorada por grande parte da comunidade científica, a nova indicação para o Truvada foi rejeitada por alguns grupos de prevenção da Aids, segundo eles, as pessoas se acomodariam e deixariam de lado os métodos preventivos considerados mais eficazes, ou seja, a camisinha que previne contra Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis como hepatites e a sífiles. Por isso, é indispensável o uso do preservativo!

Fonte: UOL 

A redação
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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