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Pode não existir um aviso para a próxima explosão de um supervulcão, diz estudo

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Em suma, a vida na Terra está sendo constantemente ameaçada, pelos mais variados motivos. Às vezes, a mira vem de algum meteoro que está caminhando na direção da Terra ou então buracos negros que podem vir a nos sugar. Outra hora, nós seres humanos que matamos em conflitos e guerras sem fim. E as catástrofes naturais como terremotos, furacões, eras glaciais e vulcões. Todos ameaçando a nossa existência.

Como se tudo isso já não fosse suficiente existe o supervulcão. Em suma, esse é um tipo de vulcão muito mais poderoso que o normal, que teria capacidade de gerar maiores e mais volumosos tipos de erupções na Terra. Ademais, o supervulcão poderia ter efeitos globais, com condições para gerar uma extinção em massa poderosíssima.

Além de uma grande ameaça, um novo estudo mostrou que alguns dos principais sinais de alerta que normalmente os geólogos procuram antes de uma erupção supervulcânica podem não estar presentes em todos os casos.

Descobertas

Essas descobertas foram feitas em um estudo detalhado do vulcão Toba em Sumatra, Indonésia. Em suma, as descobertas sugerem que as erupções gigantescas desse vulcão, aproximadamente 840 mil anos atrás e 75 mil anos atrás, não foram percebidas por um influxo de magma em seu reservatório. Ao invés disso, o magma se acumulou de forma constante e silenciosamente antes das erupções.

Contudo, a segunda supererupção precisou de menos da metade do tempo para o magma se acumular. Foram 600 mil anos ao invés de 1,4 milhão de anos.

“Este é um ‘círculo vicioso’ de erupções. Quanto mais o magma aquece a crosta, mais lento o magma esfria e mais rápida se torna a taxa de acúmulo de magma”, disse o geólogo Ping-Ping Liu, da Universidade de Pequim, na China.

A equipe analisou a química dos zircões em volta de Toba, que são os minerais produzidos pelas erupções vulcânicas explosivas, para chegar a sua conclusão. Como o urânio se de compõe em chumbo dentro do zircão, os pesquisadores conseguiram usar a varredura por espectrometria de massa para determinar a idade dos minerais.

Com isso eles conseguiram cronogramas das próprias erupções e do acúmulo de magma que as precedeu. E os pesquisadores podem usar essa mesma técnica para avaliar quanto magma já pode ter sido coletado em um reservatório.

Supervulcão

Nesse caso em específico, se estima que aproximadamente 320 quilômetros quadrados de magma podem estar à espreita embaixo do vulcão Toba atualmente. Em uma cladeira criada por erupções anteriores e que, desde então, foi preenchida por neve e chuva. E uma ilha em seu centro é empurrada pelo magma bem abaixo da superfície.

“Podemos ver que esta ilha está aumentando gradualmente de altura, indicando que o vulcão está ativo e que o magma está se acumulando embaixo”, disse Liu.

De acordo com as estimativas dos pesquisadores, existem aproximadamente cinco a 10 vulcões no mundo todo que são capazes de uma supererupção. O vulcão Toba pode ser um deles.

E como a humanidade responderia se esse evento acontecesse realmente ainda não está claro. E o pior de tudo é que talvez não se receba um aviso antes de uma dessas erupções estarem a caminho.

“Nosso estudo também mostra que nenhum evento extremo ocorre antes de uma supererupção. Isso sugere que os sinais de uma supererupção iminente, como um aumento significativo nos terremotos ou uma rápida elevação do solo, podem não ser tão óbvios quanto os retratados nos filmes de desastres da indústria cinematográfica. No vulcão Toba, tudo está acontecendo silenciosamente no subsolo, e a análise dos zircões agora nos dá uma ideia do que está por vir”, concluiu o cientista da Terra Luca Caricchi, da Universidade de Genebra, na Suíça.

Fonte: https://www.sciencealert.com/unnerving-study-reveals-there-may-be-no-warning-for-the-next-supervolcano-eruption

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