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Vulcão que ficou adormecido por 6.000 anos entra em erupção na Islândia

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O vulcão que reina na montanha Fagradals, no sudoeste da Islândia, permaneceu adormecido por seis 6.000 anos. Na noite da última sexta-feira, 19, após a ocorrência de terremotos na área, o vulcão entrou em erupção – a primeira que a Península de Reykjanes experimentou em 781 anos.

O fenômeno ocorreu durante a noite e iluminou toda a região. De acordo com a The Associated Press, o brilho da lava pode ser visto a cerca de 30 quilômetros de distância de Reykjavík, capital da Islândia.

Nas redes sociais, as autoridades islandesas pediram que as pessoas ficassem em casa e que, em tal período, mantivessem janelas e portas fechadas para evitar contato com as cinzas e outros gases, que são liberados pela lava durante o processo de erupção.

De acordo com a Agência de Proteção Ambiental do Estado dos Estados Unidos, os gases, os quais incluem dióxido de enxofre, dióxido de carbono e fluoreto de hidrogênio, são potencialmente perigosos.

Vulcão em atividade

O Escritório Meteorológico da Islândia disse na manhã de sábado, 20, que a presença dos gases “não deve causar muito desconforto para as pessoas, exceto para aqueles que vivem próximos à fonte da erupção”.

Em seu site, o órgão revelou que cientistas e outros profissionais seguem monitorando as emissões de gases e informou que a atividade vulcânica tem diminuído desde sexta-feira, 19. Cientistas do departamento mencionaram também as fissuras eruptivas – rachaduras na superfície da Terra de onde sai a lava – têm aproximadamente entre 500 e 700 metros de comprimento.

“As fontes de lava são pequenas e os fluxos de lava não oferecem perigo iminente”, pontuou o Escritório Meteorológico da Islândia. O Conselho Científico de Proteção Civil do país disse que não acredita que a erupção seja uma ameaça às estruturas locais.

Como noticiamos aqui, o sudoeste da Islândia foi atingido por um “enxame” de terremotos desde 24 de fevereiro. Dezenas deles tiveram uma magnitude de 3 ou mais, o que significa que todas as atividades foram sentidas.

Na quinta-feira, 18, apenas um dia antes da erupção, o Escritório Meteorológico da Islândia noticiou, ao todo, 400 terremotos em um período de apenas sete horas. Apesar da extensão, a atividade sísmica foi bem menor em comparação com outras em que ocorreram cerca de 1.000 terremotos.

Islândia, abril de 2020

Os cientistas e as autoridades competentes estão em alerta desde de abril de 2020, pois, na época, de acordo com o portal Tempo, foram registrados mais de 8000 terremotos em uma região vulcânica da Islândia. A atividade, segundo os especialistas, é um sinal de que mais e mais vulcões podem entrar em erupção a qualquer momento – como ocorreu agora.

A Península de Rejkanes, localizada a sudoeste da capital da Islândia (Reykjavik), local onde desde então os abalos sísmicos têm sido sentidos com uma certa frequência, é a mais monitorada atualmente, principalmente pelo fato do solo estar sendo empurrado constantemente pelo magma, que segue em ascensão.

“Parece que depois de estar relativamente inativa durante vários séculos, esta região está por despertar” afirmou o vulcanologista Dave McGarvie da Lancaster University, Reino Unido. Conforme expõe o portal Tempo, “os geólogos acreditam que a península de Reyjkanes merece uma atenção maior devido à duração dos períodos ativos, cerca de 300 anos de atividade, e ao tipo de atividade vulcânica”.

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