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Por que ninguém pode nascer em Fernando de Noronha?

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O nosso planeta é imenso e diverso em todos os sentidos. Com isso, podemos desfrutar de vários lugares naturais da melhor forma possível. Muitas pessoas pretendem morrer somente depois de conhecer alguns lugares. Entre eles estão: as montanhas nevadas, desertos, florestas tropicais ricas em fauna e flora e, é claro, as praias mais belas do mundo. E quando pensamos em destinos  naturais e belos vemos que o Brasil está cheio deles, como por exemplo Fernando de Noronha.

Esse arquipélago brasileiro pertence ao estado de Pernambuco e, com certeza, é um dos destinos turísticos nacionais mais sonhados das pessoas. Quando a categoria é um turismo de natureza, Fernando de Noronha não decepciona, já que três das melhores praias do Brasil ficam lá.

O arquipélago pode ser visitado o ano inteiro porque a temperatura é estável entre os 25º e 30º Celcius. Mas os melhores meses são setembro e outubro porque não chove e o mar está calmo. A procura por Fernando de Noronha é grande. Por isso, se você planeja visitar a ilha é recomendável que você se planeje com antecedência.

Fernando de Noronha é reconhecido internacionalmente como um verdadeiro paraíso na Terra. E o destino é mais do que hospitaleiro com todos os turistas do mundo inteiro que vão para lá se encantarem com sua beleza.

Sem bebês

 

No entanto, toda essa hospitalidade parece não ser dada aos próprios locais ou recém nascidos. Isso porque desde 2004, quando a única maternidade de Fernando de Noronha foi desativada, os bebês foram proibidos de nascer na ilha.

Para ter certeza de que nenhum bebê nasça na ilha, quando as grávidas completam sete meses de gestação elas são expulsas da região. As grávidas são obrigadas a viajar mais de 500 quilômetros para darem à luz em Recife.

Motivo

Não existe nenhuma proibição legal e formal dizendo que bebês não podem nascer em Fernando de Noronha. Mas, a partir da 34ª semana de gestação, todas as mulheres moradoras da ilha são encaminhadas para Recife para poderem dar à luz.

Quem se encarrega desse transporte e paga as passagens, tanto de ida como a volta, para a mãe e um acompanhante é a própria Coordenadoria de Saúde da ilha. Os partos das grávidas da ilha são feitos no IMIP, que é um hospital de referência em pediatria na capital pernambucana.

Mesmo tendo esse apoio oferecido pelo governo, parte das mulheres que vive em Fernando de Noronha se sente indignada e chamam isso de “violação do direito de nascer”.

Documentário

Essa insatisfação por parte das mães já foi o tema de um documentário que foi filmado entre 2017 e 2019. A produção em curta-metragem se chama “Ninguém Nasce no Paraíso”.

A explicação oficial dos órgão públicos para essa “proibição” é a falta de estrutura em Fernando de Noronha. De acordo com eles, ela impede que os partos sejam feitos no arquipélago que tem um pouco mais de três mil habitantes.

Justamente por conta do número baixo de habitantes, manter uma maternidade na região teria um custo muito alto para uma média de somente 40 partos por ano.

 

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