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Por que temos Déjà Vu?

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Você alguma vez já teve a sensação de déjà vu? Aquela sensação de já ter vivenciado antes algo que está acontecendo no presente momento? Leia e descubra o porquê, de tempos em tempos, termos essa sensação.

Déjà Vu é uma palavra francesa que significa “Já visto”, o que faz todo sentido com a sensação que temos. Apesar de ser um sentimento comum a todas as pessoas, não existe uma explicação científica única que justifique a razão disso acontecer. Isso porque o Déjà Vu aparece sem aviso prévio e dura poucos segundos, tornando isso algo muito difícil de ser estudado. Mas claro que teorias não faltam acerca do assunto.

Acionamento acidental

A primeira teoria é sobre o acionamento acidental do nosso cérebro. Nessa hipótese, acredita-se que existem dois processos no nosso cérebro quando estamos observando uma cena familiar. Ele procura em todas as nossas memórias já existentes, se há algo familiar com o que estamos observando no momento. Depois, se identificar, uma outra área do nosso cérebro manda um comando avisando que essa situação é semelhante a alguma que já vivemos. É aí que entraria o erro da nossa mente.

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Quando esse processo dá errado, nosso cérebro, ao invés de indicar que essa situação é semelhante, indica que na verdade ela já foi vivida e aí temos a sensação de déjà vu. Mas essa teoria não se encaixaria em momentos que não são comuns para nós, né? Às vezes estamos fazendo algo pela primeira vez e temos essa sensação, por exemplo.

Memória com falhas

Outra teoria existente é o mal funcionamento da nossa memória! Essa é uma das mais antigas a respeito dessa sensação. Pesquisadores acreditam que o nosso cérebro passa à frente as memórias de curto prazo, o que faz com que elas cheguem imediatamente nas memórias mais antigas, assim, acabamos confundindo-as.

Para exemplificar melhor, é como se as nossas novas memórias fossem confundidas pelo nosso cérebro com as antigas. Isso tudo ocorre no momento que está acontecendo a tal situação, o que cria a sensação de que já vivemos aquela cena, mas seria apenas uma falha na nossa memória, que confundiu tudo.

Duplo processamento

Existe também a teoria do duplo processamento. Ela está relacionada com a forma com que o nosso cérebro processa as informações que recebemos e como isso é repassado para os nossos sentidos. Em situações normais, o lobo temporal do hemisfério esquerdo faz a separação e análise das informações que chegam ao cérebro, e depois, envia para o hemisfério direito.

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Essa informação depois retorna para o hemisfério esquerdo. Sendo assim, cada informação acaba passando duas vezes pelo lado esquerdo do nosso cérebro, e quando essa segunda passagem acontece, ela acaba demorando mais tempo. Isso faz com que o nosso cérebro tenha mais dificuldade de processar as informações, achando que na verdade se trata de uma memória antiga e não nova.

Memórias fakes

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A quarta teoria é sobre as memórias de fontes erradas, que é quando nosso cérebro guarda memórias vividas de várias fontes diferentes, como a nossa vida diária, os filmes e séries que assistimos, ou até livros que já lemos algum dia. A teoria propõe que, quando o déjà vu acontece, na verdade, o cérebro está identificando uma situação semelhante a algo que assistimos ou lemos. Então, assim ocorre a confusão com algo que realmente aconteceu na vida real. Mas é claro que tudo pode ser apenas um erro na Matrix, não é mesmo?

Caso extremo

Um erro ou não, existe uma pessoa que, há mais de oito anos, experimentou diversos episódios de déjà vu por dia! Segundo um grupo de pesquisadores do Reino Unido, França e Canadá, o problema do jovem britânico foi desencadeado por excesso de ansiedade.

O garoto, de apenas 23 anos, chegou a ter que evitar assistir televisão, ouvir rádio e até mesmo ler jornais ou livros, porque ele constantemente tinha a sensação de que já conhecia aquelas histórias. Chris Moulim, neuropsicólogo da Universidade de Bougogne, que estuda o caso do britânico, afirma que o jovem tem um histórico de depressão e ansiedade e que ele havia feito uso de LSD.

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Apesar de atualmente ser uma pessoa saudável, existe a possibilidade de que a depressão e a ansiedade, que ele sofrera no passado, tenham deixado sequelas e que o uso da droga tenha agravado o caso ainda mais. Segundo o neuropsicólogo, a sensação vivida pelo britânico dura alguns minutos, e não segundos, como estamos habituados.

O homem, inclusive, relata que certa vez foi cortar o cabelo, e quando entrou na barbearia, teve um déjà vu. Em seguida teve um déjà vu do déjà vu. Ele diz que simplesmente não conseguia mais pensar em outra coisa. A sensação é de estar preso em um túnel no tempo, e que fica cada vez mais angustiante e, que quanto mais acontece, mais frequentes parecem ser as crises.

De acordo com as tomografias feitas por ele, o cérebro do rapaz parece estar completamente normal. Isso sugere que as causas constantes de déjà vu é muito mais psicológica que neurológica.

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