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Primeiro clipe criado pelo Sora, IA que gera vídeos, é meio psicodélico

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A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que dá às máquinas a possibilidade de terem conhecimentos através de experiências, e permite que elas se adaptem ao seu meio e desempenhem tarefas quase da mesma maneira que um ser humano faria.

Mesmo com uma preocupação crescente entre as pessoas ligadas a esse ramo sobre até onde a inteligência artificial pode ser uma coisa boa, o desenvolvimento da IA continua a todo vapor. Tanto é que em fevereiro a OpenAI lançou o Sora, que é um gerador de vídeos com inteligência artificial generativa.

Desde esse lançamento, a empresa está trabalhando com profissionais envolvidos com criatividade, como artistas visuais, designers e cineastas, para conseguir entender como o Sora pode ajudar nos processos criativos.

Nessa semana, a OpenAI publicou o clipe da música “Worldweight”, de August Kamp, no seu canal do YouTube. O clipe foi todo gerado no Sora. A produção é composta por takes curtos, na proporção 8:3, com imagens difusas de muitos ambientes.

Por exemplo, é possível ver um dia nublado na praia, um santuário no meio de uma floresta e pedaços de tecnologia alienígena. O resultado como um todo promove uma experiência única.

Clipe por IA

Mesmo que não seja sabido quais foram os prompts de texto usados no Sora, a Kamp explicou qual foi a inspiração por trás deles na descrição do clipe.

Esta obra de arte é o meu coração e alma. Me lembro de como me senti quando estas notas se derramaram pelas minhas mãos e sobre as teclas do meu sintetizador há quase dois anos. Me lembro de como chovia lá fora e de como me senti sortuda por poder transformar esses sentimentos numa música – algo que pudesse segurá-los para que eu não precisasse mais. Fechei meus olhos enquanto tocava – algo raro para mim, pois não conheço bem as teclas – mas fechei os olhos e vi imagens em minha mente.

Isso é o que o Sora faz melhor, na minha opinião. Pegar essas imagens que guardei por dois anos e dizer ‘August, podemos compartilhar isso com as pessoas’. Isso é o que acho especial sobre esta ferramenta. Posso compartilhar o que antes estava trancado atrás dos meus olhos fechados – sozinho.

O que quero dizer é que é assim que a música sempre ‘pareceu’, é só que agora posso mostrar a vocês”, escreveu a artista.

O uso da IA não é algo exclusivo de August Kamp. Recentemente, a produtora Shy Kids publicou um curta-metragem chamado Air Head que também foi feito no Sora. Esse curta é como se fosse um trailer a respeito de uma produção sobre um homem com um balão no lugar da cabeça.

Sora

Por ter trabalhado com profissionais envolvidos com criatividade, recentemente a OpenAI publicou algumas das primeiras impressões deles a respeito da IA.

Paul Trillo, diretor

Esse artista multidisciplinar, escritor e diretor, teve seu trabalho elogiado por vários veículos como a Rolling Stone e The New Yorker e também ganhou 19 Vimeo Staff Picks, prêmio dado aos melhores curtas-metragens hospedados no Vimeo.

“Trabalhar com o Sora é a primeira vez que me senti desamarrado como cineasta. Não restrito por tempo, dinheiro, permissão de outras pessoas, posso idealizar e experimentar de maneiras ousadas e empolgantes”, disse ele.

“O Sora é mais poderoso quando você não está replicando o antigo mas trazendo à vida novas ideias impossíveis que de outra forma nunca teríamos tido a oportunidade de ver”, continuou Trillo.

Nik Kleverov, diretor criativo e cofundador da Native Foreign

A Native Foregin é uma agência criativa em Los Angeles, nos EUA, especializada em narrativas de marcas, design de movimento e títulos, e fluxos de trabalho com IA generativa.

O Sora tem sido usado pelo cofundador da agência “para visualizar conceitos e iterar rapidamente no criativo para parceiros de marca”. Contudo, Kleverov sugere que as restrições de orçamentos não precisam mais moldar toda a narrativa da criatividade.

“Sou um daqueles criativos que pensa em movimento, então quando estou no Sora realmente sinto que posso dar vida a qualquer ideia”, pontuou.

August Kamp, artista e musicista

“O Sora representa um verdadeiro ponto de virada para mim como artista cujo alcance sempre foi limitado pela imaginação em desacordo com os meios”, explicou a musicista, pesquisadora, ativista criativa e artista multidisciplinar.

“Ser capaz de construir e iterar em visuais cinematográficos de forma tão intuitiva abriu caminhos categoricamente novos para mim… Mal posso esperar para ver que outras formas de narrativa se tornarão acessíveis com o futuro dessas ferramentas”, continuou.

Josephine Miller, diretora criativa

Ela é cofundadora e diretora criativa do Oraar Studio, com sede em Londres. A empresa é especializada em design de visuais 3D, realidade aumentada e moda digital.

“O Sora abriu o potencial para dar vida a ideias que tive por anos, ideias que anteriormente eram tecnicamente impossíveis. A capacidade de conceituar rapidamente em um nível tão alto de qualidade não está apenas desafiando meu processo criativo, mas também me ajudando a evoluir na narrativa. Está me permitindo traduzir minha imaginação com menos restrições técnicas”, disse ela.

Fonte: Olhar digital

Imagens: YouTube,

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