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Primeiros sinais de demência podem estar no sangue

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A ciência médica está constantemente procurando formas de identificar indivíduos com maior e menor risco de desenvolverem doenças na velhice. Entre elas está a demência. Isso é uma forma de tomar medidas preventivas e até mesmo planejar futuros tratamentos. O que é ótimo, já que assim, podemos anteceder o tratamento. E em alguns casos até evitar o desenvolvimento da doença.

Existem várias formas de demência. Já que o nome é um termo genérico para um conjunto de sintomas causados por distúrbios cerebrais. Justamente por isso, quanto mais cedo puder se detectar, melhor se poderá tratá-la e se preparar para seus efeitos.

Os pesquisadores conseguiram identificar, através de uma combinação de experimentos com humanos, camundongos e amostras de laboratório, os microRNAs específicos. Eles são as moléculas reguladoras que controlam a produção de proteínas e o metabolismo do corpo que podem ser preditores de demência.

Estudos

Por mais que hoje em dia ainda não exista uma cura para a demência, estudos continuam a serem feitos em busca de uma. Até que esse dia chegue, um fator bem importante é dar às pessoas a chance de se prepararem para a perda de memória e função cognitiva bem antes que os sintomas comecem a fazer uma grande diferença em suas vidas.

“Precisamos de testes que respondam idealmente antes do início da demência e estimem com segurança o risco de doença posterior. Em outras palavras, testes que forneçam um aviso prévio. Estamos confiantes de que os resultados do nosso estudo atual abrirão o caminho para esses testes”, disse o neurologista André Fischer do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE).

Os pesquisadores fizeram testes com 132 pessoas saudáveis, 53 idosos com deficiência cognitiva leve (MCI), com camundongos procurando sinais de degeneração neural e experimentos com culturas de células. Com isso, eles conseguiram identificar três microRNAs relacionados com o desempenho mental.

Sangue

Se relacionou os níveis mais altos de microRNAs ao declínio mental nos camundongos e com o começo da demência no grupo MCI. Dos voluntários desse grupo com os níveis mais elevados de biomarcadores, 90% acabaram desenvolvendo Alzheimer em dois anos.

Além disso, o estudo com ratos e culturas de células mostraram que os mesmos três microRNAs também foram relacionados com rocessos inflamatórios no cérebro e neuroplasticidade, ou como os neurônios podem formar conexões.

“Em nossa opinião, eles não são apenas marcadores, mas também têm um impacto ativo nos processos patológicos. Isso os torna alvos potenciais para terapia. De fato, vemos em camundongos que a capacidade de aprendizado melhora quando esses microRNAs são bloqueados com drogas. Observamos isso em camundongos com déficits mentais relacionados à idade, bem como em camundongos com danos cerebrais semelhantes aos que ocorrem na doença de Alzheimer”, explicou Fischer.

Ou seja, os pesquisadores acreditam que as assinaturas de microRNA que eles encontraram também podem indicar de que forma a demência toma conta do cérebro e estima o risco futuro. Tudo isso é bem útil quando o assunto são possíveis tratamentos.

Futuro

Contudo, não existe nenhum exame de sangue que se possa usar para procurar esses biomarcadores de mciroRNA. Por isso, o próximo passo dos pesquisadores é tentar fazer um processo de triagem simples e não invasivo, como um exame de sangue, para se usar em check-ups regulares.

“Quando os sintomas de demência se manifestam, o cérebro já foi gravemente danificado. Atualmente, o diagnóstico acontece tarde demais para haver uma chance de um tratamento eficaz. Se a demência for detectada precocemente, as chances de influenciar positivamente o curso da doença aumentam”, concluiu Fischer.

Fonte: https://www.sciencealert.com/blood-biomarkers-could-carry-early-signs-of-dementia-study-shows

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