Provedor de internet do Ceará acaba atividade após ataques de facção

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesmarço 21, 2025

Mesmo sendo, praticamente, impossível viver sem internet nos dias atuais, esse provedor do Ceará encerrou suas atividades após ataques de facção. Os ataques à provedora de internet GPX Telecom, aconteceram nas últimas semanas e motivaram a decisão da empresa. Com sede na cidade de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, a empresa trabalhava desde 2016.

Através do seu Instagram, a GPX Telecom disse que suas instalações foram destruídas “em menos de 20 minutos” nos ataques cometidos que acabaram com o que eles construíram durante nove anos. Por conta disso que o provedor de internet do Ceará tomou a decisão difícil de parar com suas atividades depois dos ataques de facção.

“Esse triste episódio evidencia a fragilidade da segurança em que vivemos nos nossos dias atuais, onde o trabalho árduo de anos pode ser destruído em questão de minutos. Sempre priorizamos a qualidade e a legalidade em nossos serviços, e somos imensamente gratos pela confiança que vocês depositaram em nós ao longo dessa jornada”, escreveu a empresa.

Depois da nota, os donos da GPX Telecom disseram que esperam por justiça na onda de ataques que os provedores de internet do Ceará estão sofrendo. Antes de fechar suas portas, a GPX Telecom oferecia planos de internet 100% fibra óptica com opções entre 100 Mbps e 400 Mbps de velocidade, em Caucaia.

Provedor de internet do Ceará fechou após ataques de facção

Tecmundo

A GPX Telecom fechou graças aos ataques de facção que estão acontecendo aos provedores de internet no Ceará desde fevereiro. Para se ter uma ideia, pelo menos oito atos de vandalismo foram registrados até agora. Neles, os vândalos cortam os cabos que levam a conexão para as pessoas e os deixam sem sinal de internet em várias cidades como Fortaleza, São Gonçalo do Amarante, Caucaia e Caridade.

Além disso, também aconteceram ataques nas sedes de empresas, como no caso desse provedor de internet que decidiu fechar depois dos ataques feitos pela facção. Como se isso não bastasse, os funcionários dessas empresas são avos de ataques e ameaças, com alguns carros usados durante o trabalho sendo incendiados.

Segundo o G1, os ataques são feitos a mando do Comando Vermelho como parte de uma estratégia de extorsão das empresas. De acordo com investigações, a facção cobra uma taxa mensal para os provedores funcionarem em determinados lugares do estado.

Então, as empresas que não pagam viram alvos como forma de retaliação. O governo do Ceará também ressaltou que é possível que o crime organizado tenha provedores clandestinos e impeça que os consumidores acessem serviços legais.

Além da GPX Telecom, Brisanet, Planeta Net, A4 Telecom, ACNet e Giga+ Fibra também foram atacadas.

Fonte: Tecmundo 

Imagens: Tecmundo 

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