Brasil está perdendo a proteção natural contra o sol e isso preocupa cientistas

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesoutubro 23, 2024

Várias já foram as expedições e os estudos para tentar entender o sol e como ele funciona. E esse estudo da nossa estrela ainda é feito. Até porque, a evolução no planeta está relacionada com o tipo de estrela do sol, sua atividade solar e com a frequência que ele emite luz. Contudo, mesmo que ele seja importante, nós precisamos nos proteger dos seus raios. Entretanto, o Brasil está perdendo a proteção natural contra o sol.

De acordo com um relatório divulgado pela Agência Nacional de Inteligência Geoespacial dos Estados Unidos (NGA) e o Centro Geográfico de Defesa do Reino Unido (DGC), foi mostrado que a anomalia no campo magnético do nosso planeta está crescendo justamente no local onde está o Brasil.

Esse fenômeno tem um nome, Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AAs ou AMAS), e acontece quando o escudo que protege a terra e não deixa as partículas carregadas do sol entrarem na Terra não cumpre esse papel de forma satisfatória, o que faz com que essa proteção fique mais fraca e vulnerável.

Ainda conforme o documento, essa anomalia teve um aumento de 7% e está se aprofundando para o oeste da América do Sul e do oceano atlântico. Até o momento, ainda não é sabido o motivo de isso estar acontecendo.

Brasil perdendo a proteção natural contra o sol

INCA

Como o Brasil está perdendo a proteção natural contra o sol, se essas partículas de radiação acabarem passando pela defesa, que agora está frágil, isso pode trazer vários problemas para os satélites e nos sinais de rádio. Além disso, a comunicação desses satélites pode até ser derrubada em alguns casos no nosso país.

Por mais que essas consequências possam gerar uma instabilidade tecnológica, ela não conseguiria ter força suficiente para fazer algum mal para a saúde humana. Tanto que, conforme André Wiermann, tecnologista sênior do Observatório Nacional – Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o crescimento observado é esperado e está dentro do normal.

“Quando os satélites passam pela região dessa anomalia eles podem entrar em stand-by (modo de espera) para que não sofram nenhum dano. É como um eletrodoméstico: se há uma oscilação no fornecimento de energia elétrica, o famoso ‘pico de luz’, recomenda-se que o aparelho seja desligado para que não queime. Quando a eletricidade é normalizada, ele volta a funcionar como antes. Da mesma forma, os satélites podem entrar em stand-by ao passar pela AMAS para que não sejam danificados”, disse ele.
Imagens: INCA
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