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Qual foi o primeiro anime do mundo?

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A cultura japonesa se expandiu para todo o mundo, seja pela moda, séries populares, música ou pelo grande mercado de animes (animação, em japonês). Mas você sabe como surgiram os animes e qual foi o primeiro do mundo?

Tudo começou em 1967, quando os americanos começaram a migrar as histórias de quadrinhos para desenhos animados. Isso acabou chamando a atenção dos japoneses pela sua inovação e chances de se tornar um fenômeno mundial.

Em 22 de outubro de 1958 foi lançado o primeiro anime do mundo, chamado de “Hakujaden” (A Lenda da Serpente Branca). Este longa-metragem foi produzido por Tiji Yabushita e Kazuhiko Okabe, com o roteiro de Taiji Yabushita, Shin Uehara e Seiichi Yashiro. 

Entrada no mercado dos EUA

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Hakujaden também foi a primeira animação japonesa a chegar ao mercado americano, junto com o “Panda e a Serpente Mágica” (Panda and the Magic Serpent). Sua produção elevou o mercado japonês, visto que foi necessário 13.590 funcionários e 8 meses para ser concluído.

A história é baseada no conto chinês A Lenda da Serpente Branca. No conto, Xu Xian tem uma pequena cobra branca de estimação, porém, seus pais o força a se livrar dela. Depois de anos, durante uma tempestade, a serpente, que na verdade era um espírito com poderes mágicos, se transforma na princesa Bai Niang, que se apaixona pelo protagonista. No entanto, o romance é interrompido quando um monge local, Fa Hai, decide separá-los por acreditar que Bai Niang é um espírito maligno.

Anime no Brasil

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Os animes chegaram ao Brasil nos anos 60, porém, é difícil identificar qual foi o primeiro. Isso porque Homem de Aço, Oitavo Homem, Ás do Espaço e Zoran chegaram na mesma época.

O maior fenômeno pode ficar com Cavaleiros do Zodíaco, que, sozinho, gerou em 1994 um grande fenômeno que dura até hoje entre os fãs de anime. Além disso, tornou-se referência, sendo reprisado diversas vezes, além de ter rendido muita publicidade. Por causa dessa animação, outras emissoras, além da Manchete, investiram nos animes.

Dragon Ball Z e Naruto também são exemplos de sucesso que ultrapassaram gerações.

A indústria de anime no Japão

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No Japão, a produção de anime é enorme. A cada ano, os 400 estúdios de animação japoneses produzem mais de 2.500 episódios. Com isso, essa indústria movimenta mais de 1 bilhão de dólares.

Além disso, cada episódio de 30 minutos custa aproximadamente 100 mil dólares. Devido a esse alto custo de produção, as séries normalmente são destinadas ao público jovem, que são os que mais consomem televisão.

Um dos grandes nomes dessa indústria é o produtor Hayao Miyazaki, que produz no seu Studio Ghibli longas-metragens para os cinemas. Vale ressaltar que os filmes dele são sempre os mais rentáveis do ano em que é lançado. Entre os filmes de sucesso estão Princesa Mononoke, A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado, sendo o último uma das maiores bilheterias japonesas de todos os tempos.

As expressões exageradas

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Os japoneses têm uma tradição de humor baseada em expressões engraçadas e exageradas. Isso pode ser explicado pelas heranças que os mangás receberam das caricaturas.

Por causa disso, é comum os animes e mangás possuírem uma linguagem própria e muito exagerada. Entre eles estão a veia saltando, que indica que o personagem está furioso, e olhos brilhando e bochechas coradas, para representar encantamento e muita alegria. Também utilizam gotinha na testa para simbolizar que o personagem está constrangido.

Com essas peculiaridades apresentadas ao longo do texto, o Japão conquistou o mundo com suas produções audiovisual. Para aqueles que se consideram fanáticos por anime ou outros assuntos, a nomenclatura japonesa utilizada é “otaku”. Apesar de ser considerado uma ofensa no Japão, para muitos é apenas uma forma de dizer que gosta bastante de animes e mangás.

Fonte: Super Interessante, Tec World

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