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Quantos dias do seu trabalho servem só para pagar impostos?

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Os impostos são tributos que nós devemos repassar ao Estado, ou qualquer entidade que o represente. Caso não paguemos, podemos sofrer com sanções civis e até penais. Teoricamente, os impostos são revertidos para nosso próprio usufruto, ao menos em tese, já que o valor arrecadado não parece estar sendo bem aplicado. E o pior de tudo é que trabalhamos por muito tempo apenas para pagá-los.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), os brasileiros trabalham, em média, 149 dias, ou seja, cinco meses, para pagar impostos. Esse tempo é maior do que a média entre os países da América Latina. Para se ter uma ideia, a quantidade de tempo trabalhado para pagar impostos na Argentina é de 134 dias, no Uruguai, 84, e no Chile, 68 dias.

A cobrança dos impostos é feita sobre a renda, os serviços, os produtos, as mercadorias e as operações financeiras. Segundo o Impostômetro, em 2021, foram arrecadados cerca de R$ 2,59 trilhões em tributos. Esse valor representa todas as riquezas que foram produzidas no Brasil.

Para se ter uma noção, para cada um real que o trabalhador produz, o governo fica com 33 centavos, teoricamente, para investir em educação, saúde, habitação, segurança pública, saneamento, infraestrutura, geração de empregos, inclusão social, entre outros.

Quanto se paga de impostos?

Meu bolso em dia

Em nosso país, o que se paga se divide em impostos diretos, como por exemplo, o Imposto de Renda, ou indiretos, que são os embutidos nos preços de produtos e serviços.

Ano passado, a carga tributária, que é a soma da arrecadação federal, estadual e municipal, chegou a 33,90% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. E um terço desse valor é recolhido pelo Governo para integrar as contas públicas e financiar projetos em áreas como saúde, educação, cultura, segurança, transporte, desenvolvimento social e outras áreas.

Contudo, nós vemos que essa não é a realidade. Nesse sentido, o estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostrou que o Brasil está em 30° lugar dos países que os impostos dão mais bem-estar para a sociedade. Nós perdemos para a Argentina e Uruguai nesse ranking.

Arrecadação nos últimos 3 anos

Meu bolso em dia

Nosso país é cheio de impostos e segundo o Impostômetro, o Brasil arrecadou, em 2020, R$ 2,05 trilhões em impostos. Ano passado, essa arrecadação subiu para R$ 2,59 trilhões. E, até agosto de 2022, já haviam sido arrecadados mais de R$ 1,7 trilhões.

Impostos

Instituto liberal

Mesmo sabendo que os impostos estão em praticamente tudo, existem alguns que muitas pessoas nem sabem que pagam, como por exemplo, Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE). Ele foi criado em 2001 e, atualmente, a maior parte dessas contribuições incide sobre combustíveis e outros produtos correlacionados, como querosene. Esse imposto tem objetivos vinculados e sua arrecadação deveria ser empregada na melhoria da infraestrutura viária.

Contudo, um dispositivo chamado Desvinculação de Receitas da União (DRU) permite ao governo dar a essa arrecadação o destino que desejar, não se limitando ao que está previsto no orçamento.

Outro exemplo é o chamado Fust e Fistel. Dada a importância dos serviços de telefonia, principalmente para as empresas, as operadoras se tornaram uma fonte inesgotável de arrecadação. Como os custos são sempre repassados ao consumidor final, temos a tarifação mais cara do mundo.

O destino dos chamados Fundos Setoriais de Comunicação deveria ser a fiscalização e expansão das redes. Mas na prática, 6 bilhões de reais por ano são garantidos para financiar o governo e ninguém tem conhecimento de como e onde essa fortuna é empregada.

Até mesmo o entretenimento nos custa. A Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (CONDECINE) está rolando aí enquanto você assiste uma produção internacional no seu Netflix mesmo. Em tese ele não tem o objetivo de arrecadar, mas sim de regular o setor.

Por determinação da Agência Nacional do Cinema, obras estrangeiras com mais de 50 minutos disponíveis em catálogo, devem pagar três mil reais. Os seriados com menor tempo de duração pagam R$ 750,00. O material brasileiro em catálogo paga apenas 20% desse valor.

Esses valores são pagos uma única vez. Isso independe do número de exibições da obra. Dessa forma, os filmes independentes não conseguem concorrer com os do circuito comercial. Por isso a intenção inicial do CONDECINE, que era promover o cinema alternativo, não é alcançada e beneficia apenas os grandes produtores.

Fonte: Meu bolso em dia,

Imagens: Meu bolso em dia, Instituto liberal

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