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Raro, canibalismo entre cobras píton é registrado em reserva na Austrália

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As cobras estão entre os animais perigosos e temidos pela maioria das pessoas. Muitas de suas espécies são venenosas e podem ser letais em pouquíssimo tempo. Por isso, é mais do que lógico que as pessoas tenham medo desse animal. E o medo excessivo de cobras é chamado de ofidiofobia.

Se analisarmos de forma fria, as cobras são animais bastante interessantes, já que são parcialmente indefesas, por não terem membros como braços ou pernas. Mesmo com esse “desfalque”, elas conseguem combinar sua agilidade e veneno e serem armas incrivelmente mortais quando associadas com a inteligência, um atributo que esses animais de sangue frio têm de sobra.

Os fatores que as tornam um predador e assassino natural da vida selvagem são vários. E às vezes quem sofre com esse instinto delas é sua própria espécie. Um exemplo disso foi visto por Nick Stock, gerente do Santuário da Vida Selvagem Piccaninny Plains, na Austrália. Quando ele estava andando pelas margens do Rio Archer, ele viu a cabeça preta de uma cobra píton-de-cabeça-negra.

Canibalismo das cobras

Galileu

Ao que tudo indicava, a cobra tinha se enrolado em volta de outra criatura para estrangulá-la. No entanto, quando Stock chegou mais perto ele percebeu que o que estava vendo era uma rara cena de canibalismo. No caso, a píton-de-cabeça-negra estava prestes a comer outra cobra da mesma espécie, a engolindo pela cauda.

Essa cena foi divulgada pela Australian Wildlife Conservancy’s (AWC), uma organização sem fins lucrativos, no dia 19 de outubro. Quando Stock viu as cobras nessa situação, ele estava analisando o status do segundo incêndio em menos de duas semanas que tinha acontecido na propriedade.

De acordo com Stock, ele já tinha visto uma cobra píton-de-cabeça-negra comendo uma cobra-marrom (Pseudonaja textilis) e um lagarto-monitor Varanus panoptes. Contudo, essa foi a primeira vez que ele viu uma cobra comer outra da própria espécie. “Foi uma surpresa no começo, mas me sinto muito sortudo por testemunhar um evento tão raro”, disse ele.

A cobra demorou cerca de 15 minutos para comer a outra e ao final voltou para sua toca. “Isso me deu bastante tempo para pegar uma câmera e documentar o evento”, explicou.

Espécie

Galileu

De acordo com o Zoológico de Perth, na Austrália, as pítons-de-cabeça-negra têm cabeça preta brilhante e o corpo de cor amarela a bege, além de faixas que podem ser de tons de laranja a marrom. As cobra podem ter até três metros de comprimento e pesar entre três e sete quilos. E a espécie pode ser vista do norte da Austrália, da costa noroeste da Austrália Ocidental até Queensland, no nordeste do país.

A alimentação da espécie é feita de mamíferos pequenos e répteis. “Embora o canibalismo tenha sido testemunhado nessa espécie em cativeiro e tenha sido relatado na natureza, obter imagens ou filmagens de tal evento na natureza é bastante incomum e requer sorte”, pontuou Helena Stokes, Ecologista de Vida Selvagem da AWC.

De acordo com ela, essas cobras gostam de se alimentar de répteis ao invés de mamíferos. Além disso, elas são conhecidas por comer animais maiores, como por exemplo, iguanas e até cobras venenosas. Justamente por isso que, para ela, não é surpresa ver que as cobras comeriam outra píton quando tivessem oportunidade. “Ao consumir outros indivíduos, elas também estão reduzindo a competição por recursos na área”, concluiu ela.

Píton

A píton, normalmente, é retratada como uma gigante sedenta por sangue. Mas, na realidade, isso não acontece. Talvez, a única verdade seja a de que ela realmente é uma gigante, podendo medir entre 4,5 até seis metros de comprimento. Algumas chegam a ter mais metros ainda.

É claro que, quando se fala em cobras gigantes, a Anaconda está ali, preenchendo esse espaço, como a maior cobra já existente no planeta. Porém, sabemos que isso se restringe ao imaginário coletivo. A cobra mais famosa do cinema nunca existiu na realidade, e dizem ter sido inspirada na nossa sucuri.

O fato é que a Anaconda pode não ter existido, mas outros grandes répteis já rastejaram pelo nosso planeta. E ainda rastejam.

Por mais que várias pessoas tenham medo desse animal e optem por ficar longe deles por precaução, tem aqueles que amam. E não só amam, mas como os têm como animais de estimação.

Esse é o caso do monge budista Boonlert Apasaro, de 69 anos. Ele encontrou essa píton gigante em um mato, perto do edifício religioso de Nakhon Si Thammarat, no sul da Tailândia.

Desde que encontrou a cobra, o monge passou a criá-la em sua cabana, há mais de 30 anos. A cobra, chamada Thongkham, ficava no quarto dele e ela a alimentava todos os dias.

Os moradores da região acreditavam que a cobra tinha poderes milagrosos para curar doença. Em um vídeo, publicado no YouTube, é possível ver a píton, de sete metros de comprimento, enrolada ao redor do monge enquanto os habitantes vão para adorá-lo.

Até mesmo o próprio monge diz que sua píton é adorada graças aos seus poderes de cura.

Fonte: Galileu

Imagens: Galileu, YouTube

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