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Repelentes contra dengue são tóxicos para os pets?

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A dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Isso é visto em nosso país, já que o avanço da doença não foi pouco esse ano. De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde, nosso país já registrou quase um milhão de casos prováveis de dengue em 2024. Por conta disso que as pessoas estão fazendo de tudo para se protegerem, como por exemplo, usar repelentes.

Claro que esses produtos são aprovados para serem usados por pessoas. Mas será que os produtos químicos, dermatologicamente testados e eficazes em repelir o mosquito da dengue são tóxicos para os pets? A resposta é sim!

Contudo, por mais que eles sejam tóxicos para os animais, especialmente se eles forem ingeridos ou inalados, ainda assim é possível usá-los de forma segura dentro de casa. Para isso, algumas medidas de proteção devem ser adotadas para que o risco de intoxicação dos pets seja menor.

“Temos diversas apresentações [de repelentes] no mercado, como sprays, cremes e aerossol de uso ambiente”, afirmou Paloma Caleiro, médica veterinária e membro da equipe do pronto-socorro do Veros Hospital Veterinário.

Dentre as fórmulas usadas para afastar o Aedes aegypti estão os repelentes que são à base de DEET ou icaridina. Seja qual for o tipo, “todos podem levar a um quadro de intoxicação [do animal]”, alertou a especialista. Na maior parte dos casos, esse risco está associado com o animal ingerir acidentalmente o produto.

Diminuindo risco dos repelentes

TN

Os repelentes de insetos, sejam eles em spray ou creme, criados para o uso humano, não devem ser passados nos animais. Até porque, se isso for feito, os cachorros e gatos podem acabar lambendo o produto e ingerindo substâncias químicas, o que consequentemente pode gerar complicações graves.

“Animais tendem a lamber produtos, assim como os bebês tendem a colocar tudo na boca”, lembrou a médica veterinária. Por conta disso é essencial que os repelentes fiquem longe do alcance dos pets. Além disso, esses produtos também podem ser tóxicos para crianças, se elas também os ingerirem.

Para os produtos em areossol, o recomendado é tirar os animais de estimação do ambiente antes de passá-los. “Eles têm o olfato muito mais sensível do que o nosso e a inalação deste produto pode causar, além de intoxicação, irritação da parte respiratória”, explicou Caleiro.

Sintomas de intoxicação nos animais

Se o tutor não tiver certeza de que seu pet ingeriu ou foi exposto ao repelente de forma acidental, existem alguns sintomas de intoxicação que são mais comuns nos cachorros e gatos. Então basta ficar de olho se eles apresentam algum deles, como:

  • Vômitos;
  • Salivação excessiva;
  • Tremores;
  • Diarreia;
  • Fraqueza;
  • Convulsões;
  • Perda de consciência.
  • Tosse;
  • Espirros incessantes;
  • Dificuldade respiratória;
  • Língua arroxeada ou mais escura.

Se algum desses sintomas for notado, “não se deve medicar o animal em casa, nem dar alimentos, sucos ou leite”, orientou a profissional. “A indicação é buscar atendimento emergencial veterinário, já que cada segundo conta para salvar a vida do pet e qualquer medicação ou alimento dado a mais pode interferir negativamente no trabalho do veterinário”, pontua.

Cachorros e gatos pegam dengue?

Canaltech

Outra preocupação que os tutores têm com relação aos seus pets é se eles podem ou não pegar dengue. Felizmente, diferente dos humanos, os cachorros e gatos não são infectados por nenhum dos quatro sorotipos da dengue. No entanto, eles podem desenvolver a dirofilariose, que é uma outra doença transmitida pelo Aedes aegypti.

Quem provoca essa doença é um nematódeo popularmente conhecido como verme do coração dos cães. O mosquito pode transmitir também outras espécies e, na maior parte das vezes, o sistema circulatório do animal é que é afetado. Para proteger os pets contra essa doença existem fórmulas próprias para eles.

Conforme pontuou a veterinária, dentre as formas de proteção para os pets estão coleiras repelentes, sprays, pipetas e odorizadores de ambiente que têm concentrações específicas para o porte do animal.

Essas formas de proteção são recomendadas para os pets que vão ou moram em lugares onde tem uma probabilidade alta de contato com os mosquitos. Normalmente, as coleiras repelentes duram entre dois e quatro meses, já a pipeta tem que ter um reforço a cada 30 dias.

Fonte: Canaltech

Imagens: TN, Canaltech

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