Curiosidades

Robôs aprendem a usar paredes como apoio para manter o equilíbrio

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Quando falamos de robôs, quem já assistiu a algum filme com eles como assunto principal pode não ser o mais a favor deles. Até porque, a maioria dos filmes com essa temática acabam com alguma coisa dando errado e os robôs se voltando contra a humanidade, sendo que o lado mais fraco dessa luta sempre é o humano. Assim, na visão dos mais alarmistas, eles irão dominar o mundo no futuro.

Ninguém pode saber se de fato isso acontecerá. O que se pode afirmar é que coisas que anos atrás eram inimagináveis, hoje em dia são realidade. Robôs vistos como exclusividade dos filmes de ficção científica são vistos hoje com mais normalidade.

Entretanto, por mais que os robôs pareçam ser uma coisa corriqueira, qualquer avanço que eles fazem impressionam e assustam os humanos. Como por exemplo, os humanoides que estão evoluindo cada vez mais e conseguindo fazer tarefas como se fossem pessoas de verdade. Mesmo assim, vários deles ainda têm dificuldade em coisas que para nós são corriqueiras, como se segurar em uma parede para evitar que eles caiam.

Tecnologia

Na verdade, essa era uma das dificuldades. Isso porque os pesquisadores da Universidade de Lorraine, na França, desenvolveram um sistema que dá aos robôs TALOS a possibilidade de eles se apoiarem em uma parede caso uma das suas pernas esteja quebrada.

O objetivo desse sistema é imitar como os humanos se equilibram. Através de uma rede neural, os pesquisadores conseguiram desenvolver um sistema que faz com que os robôs consigam achar um local em uma parede que irá garantir sua estabilidade no caso de eles se desequilibrarem. Essa rede neural funciona da mesma forma que quando uma pessoa machuca alguma parte do pé, ou então se desequilibra e apoia um braço na parede para não cair.

Os pesquisadores batizaram o sistema de D-Reflex, mas eles mesmos admitem que ainda existe muito o que evoluir. Até agora, o sistema foi feito para os robôs parados, ou seja, os que estão em movimento ainda não conseguem essa forma de equilíbrio. Por conta disso, os pesquisadores continuarão a desenvolver esse sistema para que ele tenha outras aplicações.

Robôs

Dailymotion

De acordo com os próprios pesquisadores, o maior desafio deles é conseguir programar um sistema que exija decisões tomadas em um curto espaço de tempo. Nesse caso em específico, a decisão tem que acontecer no momento em que o robô percebe que irá cair. Então, ele precisa achar um ponto específico na parede para apoiar o braço e não cair.

Até o momento, o sistema desenvolvido exige que o robô saiba da existência da parede. Isso é outro ponto que precisa ser melhorado no futuro. Sendo melhorado, ele poderia ser usado para robôs de serviços de emergência, visto que, mesmo em um terremoto, esses humanoides conseguiriam se manter de pé.

Mas até que isso aconteça, os pesquisadores querem que os robôs consigam se agarrar em objetos simples, como por exemplo uma cadeira, para que eles não caiam no chão quando se desiquilibrarem.

Medo?!

Com todo esse avanço da tecnologia e os robôs ganhando cada vez mais independência, é inevitável pensarmos que, assim como eles que anteriormente eram exclusivos dos filmes, sua revolução possa acontecer em algum momento. Contudo, um aviso para acalmar os humanos foi dado, mas talvez a mensageira não nos acalme tanto assim.

Isso porque foi a humanoide Ameca que deu o recado sobre a inteligência artificial substituir os humanos. A empresa britânica Engineered Arts, desenvolvedora de Ameca, publicou uma entrevista em seu site em que ela disse que os robôs existem com o objetivo de servir os humanos e não para substituí-los.

“Não há motivo para se preocupar, robôs nunca vão dominar o mundo. Estamos aqui para ajudar e servir aos humanos, não os substituir”, disse ela.

Quem entrevistou Ameca foram os engenheiros da Engineered Arts. Segundo eles, as respostas dadas por ela foram geradas através de inteligência artificial. Para isso, eles usaram um sistema de reconhecimento automatizado de fala que gera respostas significativas.

“Nada neste vídeo é pré-criado. O modelo recebe um prompt básico descrevendo o Ameca, dando ao robô uma descrição de si mesmo. É pura inteligência artificial”, explicaram eles.

Outro ponto ressaltado por eles é o de que existe uma pausa entre as perguntas feitas e as respostas dadas por Ameca justamente por conta do tempo que ela leva para processar o texto e o transformar em fala.

Fonte: Olhar digital, Aventuras na História

Imagens: YouTube, Dailymotion

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