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Robôs preconceituosos são resultado de inteligência artificial defeituosa

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Quando o assunto é robô, as pessoas que já assistiram filmes com essa temática provavelmente não querem ver um robô na sua frente tão cedo. Isso porque, em “Eu Robô”, ou em qualquer outro filme do tipo, a história dá um pouco errado. E a rebelião dos robôs nunca é uma coisa boa para nós humanos. Os mais alarmistas defendem que a inteligência artificial e os robôs vão dominar o mundo no futuro. Mas, talvez, não seja para tanto.

O fato é que anos atrás, não poderíamos imaginar que hoje estaríamos vivendo uma evolução tão grande. Coisas que, antes, achávamos que eram exclusivas de filmes de ficção científica, hoje, podemos ver como uma realidade.

Entretanto, por mais que os robôs pareçam ser uma boa ideia, já que as pessoas podem programá-los para serem melhores, assim como os seres humanos, as máquinas também podem ser ensinadas a serem racistas e sexistas. Isso foi o que mostrou o estudo feito pelos pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Robôs

Canaltech

No estudo, os cientistas identificaram que robôs programados com um modelo de inteligência artificial (IA) defeituoso se tornaram preconceituosos. Isso porque, as informações que alimentavam o sistema dessa IA eram vindas de conteúdos disponíveis gratuitamente na internet. Com isso, os bancos de dados tinham várias informações imprecisas e tendenciosas. Como resultado, isso contaminava o algoritmo das máquinas.

Para testar isso, os cientistas fizeram demonstrações com um programa de reconhecimento facial e também em uma rede neural projetada para comparar imagens com legendas. Nesse experimento, o robô tinha que colocar objetos com a imagem de rostos humanos em uma caixa.


No fim do experimento, o robô selecionou 8% mais homens do que mulheres. Além disso, os mais escolhidos foram homens brancos e asiáticos, e as mulheres negras foram as menos escolhidas. Como se isso não bastasse, o robô ainda associou as mulheres como donas de casa, mais homens negros como criminosos e latinos como zeladores.

Preconceitos

Forbes

“Como os robôs aprendem estereótipos tóxicos por meio desses modelos de rede neural defeituosos, corremos o risco de criar uma geração de máquinas racistas e sexistas, que colocam homens à frente de mulheres ou tiram conclusões precipitadas com base no tom de pele das pessoas”, disse o pós-doutorando em ciência da computação Andrew Hundt, coautor do estudo.

O estudo também sugere que ao usar informações sem filtro ou monitoramento da internet, as empresas correm o risco de criarem robôs preconceituosos e que reproduzem padrões de discriminação.

Tecnologia

Pplware

Como vemos, à medida que o tempo vai passando, as máquinas vão ficando cada vez mais inteligentes. Claro que a tecnologia está avançando e isso tem sido usado a favor da humanidade.

Por exemplo, nas próximas décadas, o exército britânico pode recrutar dezenas de milhares de soldados robóticos. De acordo com o que Nick Carter, chefe do Estado-Maior de Defesa do Exército britânico, sugere, os novos drones e robôs podem ser uma fração significativa das forças armadas.

Parte do plano é compensar a diminuição no número de recrutas humanos. Mas ao mesmo tempo, Carter diz que o futuro de uma possível guerra robótica é bastante nebuloso. De acordo com ele, um impulso massivo para um exército robótico, em que um grande número de soldados robóticos autônomos ou controlados remotamente substituam os humanos, pode já estar sendo operacional até 2030.

“Quer dizer, suspeito que poderíamos ter um exército de 120.000, dos quais 30.000 podem ser robôs, quem sabe”, disse Carter.

Segundo o The Guardian, todos os ramos das Forças Armadas britânicas já estão experimentando drones militares. Mesmo que isso já esteja acontecendo, Carter avisa que um futuro que inclua uma guerra automatizada é um futuro onde as guerras podem começar de uma forma acidental por conta de um erro.

Fonte: Yahoo, Canaltech

Imagens: Canaltech, Forbes, Pplware

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