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Roteirista de ‘Os Simpsons’ já viajou em submarino até o Titanic 3 vezes: “Tudo que você vê é escuridão”

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Mike Reiss, renomado escritor e produtor de televisão, aclamado por seu trabalho na premiada série “Os Simpsons”, surpreendeu a todos quando revelou uma fascinante faceta de sua vida: sua paixão por explorar os destroços do Titanic.

Reiss não apenas visitou o local emblemático uma vez, mas teve a oportunidade de vivenciar essa experiência única por três vezes, inclusive em 2022.

A internet voltou a recordar os episódios dos Simpsons, famosos por “prever o futuro”. Uma das temporadas traz Homer e seus colegas em uma excursão de submarino.

Contudo, não existe nada de místico nesse episódio, mas sim reflete a paixão de Mike Reiss e suas experiências marítimas.

Em entrevistas, o roteirista compartilhou os detalhes de suas imersões nas profundezas do oceano, descrevendo como foi estar diante dos destroços do famoso navio afundado.

Surpreendentemente, Reiss descreveu sua experiência como relaxante, um contraste inesperado com a natureza trágica daquele lugar histórico.

Enquanto mergulhava no escuro abismo oceânico, a mais de três mil metros de profundidade, Mike Reiss revelou que encontrava um estado de serenidade que o levava a cochilar durante essas incursões submarinas.

Além disso, ele compartilhou como adormecia no meio do silêncio e acordava imerso em um mundo submarino, cercado pelas sombras dos destroços.

Embora aventureiro e curioso, Reiss admitiu que a escuridão era um desafio para explorar completamente o navio naufragado.

Ele expressou o desejo de vislumbrar o Titanic através das janelas, mas explicou que a falta de luz tornava tudo quase imperceptível.

Apenas o que estava iluminado à sua frente se revelava, proporcionando apenas lampejos do caminho, e somente o capitão consegue visualizá-las. No entanto, segundo Reiss, é uma experiência incrível.

Via O Tempo

As piores partes

Mike Reiss também expôs as piores partes de viajar de submarino. Embora a exploração subaquática seja intrigante, ele revelou que nem tudo é tão perfeito quanto parece.

Uma das maiores dificuldades enfrentadas por Reiss durante suas expedições submarinas é a comunicação.

Ele descreveu como o elo mais fraco é a capacidade de manter contato com a superfície. A transmissão de mensagens pode ser facilmente perdida nas profundezas do oceano, criando um sentimento de isolamento e desconexão que aumenta a sensação de vulnerabilidade.

Além disso, o processo de subida do submarino revelou-se um desafio intimidante. Reiss explicou que, para retornar à superfície, os pesos de chumbo são liberados através de uma alavanca.

No entanto, ele compartilhou a preocupação de que, se essa alavanca travasse ou falhasse, não haveria uma maneira manual de realizar a ação necessária.

Essa possibilidade assustadora destaca os riscos envolvidos nessas aventuras submarinas.

A desorientação também foi uma experiência marcante para Reiss durante suas explorações nas profundezas.

A ausência de pontos de referência e a escuridão envolvente contribuem para uma sensação de perda de direção.

Essa sensação de se sentir perdido no vasto oceano submerso é capaz de despertar uma mistura de emoções, desde a ansiedade até a admiração pela vastidão desconhecida.

Cláusula de morte

O roteirista contou, ainda, que todos os tripulantes assinam cláusulas de morte, afirmando que as empresas não se responsabilizarão sobre possíveis acidentes e até mesmo o falecimento dos participantes.

Esse contrato de responsabilidade é um documento sério, pois existem diversos riscos no fundo do mar.

Via Jovem Pan

Infelizmente, foi o que se comprovou com o submarino Titan, desaparecido desde domingo e sem perspectivas de localizar os tripulantes com vida, pois o oxigênio se esgotou.

Além disso, também perderam contato na primeira hora da expedição, comprovando o que Mike Reiss relatou sobre sua própria experiência.

Embora pareça atrativa, essa aventura é perigosa, e é fundamental estar cientes sobre cada um dos riscos. Para quem deseja arriscar, como o roteirista, que gosta dessas jornadas, é uma emoção única.

No entanto, vale reforçar que esse tipo de exploração deve acontecer com submarinos aprovados nas vistorias de segurança, para que a memória não se torne apenas um episódio de desenho.

 

Fonte: Portal Popline

Imagens: O Tempo, Jovem Pan

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