
O Rover da Nasa identificou uma imagem peculiar em sua expedição por Marte nesses últimos dias.
Projeto do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, ele teve um custo de US$2,2 bilhões. O rover Perseverance chegou em Marte no dia 18 de fevereiro de 2021, em um lançamento bem-sucedido, que levou alguns meses para chegar. Desde então, ele revolucionou a forma que vemos o Planeta Vermelho daqui da Terra.
Além de realizar descobertas científicas significativas e coletar amostras do solo de Marte, o equipamento também frequentemente captura imagens curiosas.
Por exemplo, uma rocha em forma de cobra, um eclipse solar, os destroços de seu próprio sistema de pouso, e até mesmo objetos que se assemelham a “um prato de espaguete” ou “um boneco de neve”.

Via Olhar Digital
Em junho de 2022, o rover Perseverance, da NASA, registrou uma imagem de um penhasco com uma pedra que lembrava a cabeça de uma cobra, utilizando o sistema de câmeras Mastcam-Z.
Recentemente, ele fez mais uma captura intrigante: fotografou algo que se assemelha a uma cabeça humana “deitada” no solo, com uma expressão exausta.
Inclusive, em uma votação pública online, essa imagem se tornou a escolha dos internautas como a “Imagem da Semana”, no caso, a número 189 (22 a 28 de setembro de 2024)”.
Essas imagens, assim como outras mencionadas anteriormente, são exemplos de pareidolia, um fenômeno psicológico comum que leva as pessoas a enxergarem rostos humanos ou formas de animais em objetos, sombras, formações de luzes ou qualquer estímulo visual aleatório.
Esse efeito mental ocorre frequentemente, por exemplo, quando olhamos para as nuvens e reconhecemos formas familiares.
No livro O Mundo Assombrado pelos Demônios – A Ciência como uma Vela no Escuro, Carl Sagan ressaltou que a capacidade de reconhecer ameaças foi essencial para a sobrevivência humana ao longo da evolução.
Os primeiros seres humanos que fugiam ao avistar o que parecia ser um leão escondido entre os arbustos tinham maiores chances de sobreviver. Aqueles que não identificavam o perigo poderiam ser atacados.
Se o “leão” fosse apenas uma rocha, isso não tinha importância. O importante era que eles permaneciam vivos e transmitiam seus genes para as gerações seguintes.
Jess Taubert, da Universidade de Queensland, Austrália, explicou sobre o efeito. Ele indica que os cérebros humanos estão constantemente tentando interpretar o mundo ao nosso redor.
Uma das formas de fazer isso é através da identificação e aprendizado de padrões, que são essencialmente regularidades estatísticas no ambiente. Esses padrões ajudam o cérebro a decidir como agir para garantir a sobrevivência. Por isso, vemos um rosto cansado na imagem do Rover da Nasa.

Via Nasa
Em mais de três anos de exploração em Marte, o rover da Nasa, Perseverance, já capturou quase 730 mil fotos.
Além disso, coletou 25 amostras de rocha e solo, criou o primeiro depósito de amostras fora da Terra, produziu oxigênio com o instrumento MOXIE e realizou muitas outras conquistas.
E sua missão pode estar apenas começando. Afinal, se tomarmos como exemplo o rover Curiosity, seu “primo”, que está ativo há mais de 12 anos, Percy, como é carinhosamente chamado pela equipe, ainda tem muito a explorar e descobrir em nosso planeta vizinho.
Fonte: Olhar Digital
Imagens: Olhar Digital, Nasa






