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Tande diz ter tido dor de ouvido quando teve infarto. Qual a relação dos dois?

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infarto, ataque cardíaco ou parada cardíaca, é quando o fluxo de sangue que é levado ao miocárdio (músculo cardíaco) é bloqueado por um tempo prolongado, de modo que uma parte do músculo cardíaco seja danificado ou morra, e isso é chamado de infarto do miocárdio. Dependendo, o infarto pode ser fatal, mas com o tratamento adequado, é possível evitar danos significativos no músculo cardíaco. E isso é importante para que um paciente possa viver muitos anos sentindo-se bem.

Ele pode acontecer com todo mundo. Tanto que recentemente, o ex-jogador da seleção brasileira de vôlei, Tande, de 54 anos, teve um infarto e contou por suas redes sociais que ele estava com um entupimento de 98% das veias e levou um susto depois de ficar quatro anos sem cuidar da sua saúde.

Os sintomas que ele disse ter tido não foram os que as pessoas já relacionam com o infarto, como a dor no peito irradiando pelo braço, sudorese e ânsia de vômito. O ex-jogador contou que sentia uma dor que “subia”, passava pela mandíbula e chegava até o ouvido.

Caso

VivaBem

“Fiquem atentos aos sinais. [Meu corpo] me deu, volta e meia, vários: falta de ar, palpitação, subindo aqui na mandíbula, dor de ouvido. Cuidem-se sempre. Papai do céu me deu uma chance. Tô voltando”, disse ele em seu Instagram.

Conforme Edmo Atique Gabriel, cardiologista, cirurgião cardiovascular, o que Tande sentiu foi, na realidade, um reflexo da ação de hormônios, como a adrenalina. Isso porque durante o infarto o corpo fica em estresse alto.

“Ele teve uma dor na região do ouvido, não exatamente no ouvido. Isso acontece porque no momento agudo do infarto nosso organismo libera adrenalina no sangue, o que estimula pontos na cabeça, gerando desconforto nos ouvidos, olhos e toda a face”, explicou o médico.

Na visão do médico, os sintomas que Tande sentiu são uma consequência da épica em que ele era atleta. “Ele teve uma fase da vida bem regrada, apesar de ter passado bastante tempo sem se cuidar”, disse.

Sintomas do infarto

Cepic

Se a obstrução afetar um ramo pequeno da coronária e atingir uma área pequena e periférica do músculo cardíaco, o infarto pode ser assintomático ou silencioso. No entanto, o mais comum é que as pessoas tenham vários sintomas juntos que surgem de repente.

Normalmente, o primeiro sintoma é a dor ou o aperto no peito que vai se irradiando para o queixo ou o ombro e para o braço esquerdo. No entanto, mulheres e idosos podem não ter esse sintoma típico, ou até confundi-lo com uma azia, dor de estômago ou dor nas costas.

Por isso é importante que a pessoa preste muita atenção nos sintomas que ela está sentindo para ver se, na realidade, ela não está tendo um infarto. São eles:

  • dor no peito durando mais de 20 minutos que pode irradiar para o pescoço, mandíbula, costas, braço ou ombro esquerdo;
  • náuseas e vômito;
  • sudorese com suor frio;
  • falta de ar, mais vista nos idosos;
  • cansaço extremo ou fraqueza;
  • tontura;
  • desmaio;
  • ansiedade.

O que fazer?

Rede Vik

No caso de alguém estar sofrendo um infarto, o recomendado é ligar para o Samu, 192, e deixar a pessoa em repouso. Até que o socorro chegue, algum profissional pode aconselhar que a pessoa tome dois comprimidos de 100 mg de ácido acetilsalicílico (aspirina).

Se o caso for uma parada cardíaca, a pessoa deve ser deitada no chão, com o queixo para cima e uma massagem cardíaca deve ser feita com duas compressões por segundo no meio do peito até que o socorro chegue.

E mesmo que os sintomas estejam leves, e a pessoa não tenha um histórico de doença cardiovascular é importante que ela vá ao pronto-socorro. Até porque o melhor a ser feito é tomar providências até seis horas depois do começo dos sintomas, já que depois de 12 horas a probabilidade de recuperação é mínima.

Fonte: VivaBem

Imagens: VivaBem, Cepic, Rede VIK

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